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Grafite12/01/2020 | 17h02Atualizada em 13/01/2020 | 09h10

Segunda etapa do maior mural a céu aberto de Caxias será entregue até terça-feira

Intervenção artística demandou mais de 80 litros de tinta e quase 200 latas de spray

Segunda etapa do maior mural a céu aberto de Caxias será entregue até terça-feira Lucas Amorelli/Agencia RBS
Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

Aos poucos, o tom pastel vai cedendo espaço às cores vibrantes. Fábio Panone Lopes, grafiteiro que já deixou sua marca em inúmeras cidades da América Latina, Ásia, Europa e Estados Unidos, agora assina o maior mural a céu aberto de Caxias do Sul, ao lado do parceiro Henrique Padilha.

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O projeto nasceu em junho do ano passado, quando a dupla coloriu o primeiro dos três paredões que cercam o estacionamento Triparking, localizado na Rua Garibaldi, entre Sinimbu e Os Dezoito do Forte. A segunda etapa, que começou a ser produzida na última quinta (9), traz a figura de um guardião da natureza cercado por coalas, serpentes e uma onça pintada — uma forma de chamar atenção para os incêndios florestais na Amazônia e na Austrália.

— A ideia é fazer com que as pessoas que passam por aqui sejam provocadas a pensar o que estamos fazendo com a natureza — reflete Panone.

O mural mede aproximadamente 160 metros quadrados e deve ser finalizado até terça-feira (14), de acordo com as condições climáticas. A obra demandou mais de 80 litros de tinta e quase 200 latas de spray. Os materiais foram custeados por empresas parceiras, que também emprestaram um guindaste para execução dos trabalhos e instalaram iluminação em holofotes de LED.

 Grafiteiros Fábio Panone Lopes e Henrique Padilha trabalham na segunda parte daquele que será o maior mural a céu aberto de Caxias(Lucas Amorelli/Agência RBS)
Fábio Panone Lopes (E) e Henrique Padilha (D) trabalham no mural desde a última quintaFoto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

Na tarde deste domingo (12), quando a reportagem visitou o local, cerca de 15 pessoas acompanhavam o andamento da pintura, entre amigos dos artistas e apreciadores de grafite. Foi o caso do designer gráfico Edmilson Padilha Guterres, 45 anos, que ficou sabendo do mural pelas redes sociais e reservou a tarde para conhecer a novidade de perto, ao lado da esposa, da filha e dos pais.

— Achei impactante, além de necessário para colorir um pouco a nossa cidade — disse, sem tirar os olhos das imponentes figuras que ganhavam forma na parede antes monocromática.

O projeto deve ser concluído em outubro, quando a dupla de grafiteiros pretende colorir o último paredão. Para tanto, ainda busca parceiros ou patrocinadores que ajudem no custeio dos materiais. A iniciativa conta com o apoio do proprietário do estacionamento, o empresário Diego Oselame.

Quando as três etapas estiveram finalizadas, a intenção é realizar um evento de inauguração com grafiteiros de todo o Brasil. Neste ano, Panone completa duas décadas dedicadas ao ofício:

— Está sendo muito maneiro. É o primeiro mural desta dimensão na cidade, e no Centro, o que é mais legal. Antes, os dois paredões eram parecidos com o que (ainda) está depredado. Isso mostra o que a arte pode transformar.

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