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Eleições 202022/09/2020 | 05h48Atualizada em 22/09/2020 | 08h38

A cidade é de todos: a inspiração que vem do Vale do Silício

O bom exemplo americano para combater o desemprego

A cidade é de todos: a inspiração que vem do Vale do Silício Arquivo pessoal/divulgação
Foto: Arquivo pessoal / divulgação

Pioneiro, Gaúcha Serra e pioneiro.com começam a mostrar, em 8 reportagens, os temas que são as maiores preocupações de eleitores entrevistados em pesquisa, para merecer atenção e proposta desde já dos 11 candidatos a prefeito de Caxias do Sul. Para 14% dos que responderam ao levantamento,  a geração de vagas de trabalho é tema que está mencionado entre as três primeiras preocupações.

Não é de hoje que uma inspiração atravessa fronteiras. Não existem fórmulas de geração de desenvolvimento econômico e, de empregos. No entanto, é importante perceber e estudar como cidades mundo afora criam soluções. Inovação é outra palavra que decorre da inspiração. Neste sentido, César Augusto Ferreira, conselheiro convidado do Instituto Hélice pelas empresas Randon, que é uma das suas mantenedoras, diz que pode haver uma relação entre este nosso movimento colaborativo com aquele que veio a ser consolidado como o Vale do Silício, nos Estados Unidos.

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No site do Instituto Hélice, está assim conceituada a proposta: "representa o conjunto de organizações que acreditam na transformação de um ecossistema de inovação de forma colaborativa". Dentro desta ótica de ecossistema é que reside a inspiração em um projeto como o Vale do Silício, explica Ferreira, que é diretor de Inovação de Produto nas empresas Randon.

— O que nos inspirou na construção do projeto Hélice, quando assume o Vale do Silício como uma referência, foi a construção de um ecossistema, onde a empresa, a academia e o Estado trabalham com um objetivo em comum. Talvez, isso seja a grande conexão de inspiração entre o Vale do Silício e a Serra Gaúcha — pontua Ferreira, que esteve em diversas cidades do Vale, há cerca de dois anos.

O Vale do Silício tem a maior concentração de trabalhadores de alta tecnologia do que qualquer outra área metropolitana dos Estados Unidos, com 285,9 para cada mil do setor privado. Hoje fazem parte do Vale do Silício empresas como Apple, Microsoft, Facebook, Google, Symantec, Pixar, Ebay, Hewlett-Packard, Intel, Adobe e Oracle.  Ao longo dos anos, os investimentos aumentaram fazendo do Vale do Silício um berço de novas tendências tecnológicas. O incentivo governamental permanece e estimula a criação de novos negócios e empregos.

Google e Apple já se beneficiaram dessa participação do Estado no desenvolvimento do mercado de inovação. Larry Page e Sergey Brin eram doutorandos em Stanford e trabalhavam num projeto de pesquisa financiado pela Fundação Nacional de Ciência dos EUA (NSF, na sigla em inglês), quando desenvolveram a ideia de um site de buscas. A Apple, antes de abrir o capital, recebeu US$ 500 mil da Continental Illinois Venture Corp., fundo que participava do programa do governo de incentivo a pequenas empresas.

— Podemos criar num paralelo entre a história da Serra Gaúcha com o movimento que a Hélice esteja ajudando a promover. A Serra foi formada através de seus desbravadores. E o que eu acho que estamos tentando é atrair e formar o que podemos chamar de “desbravadores digitais”. Esses são os novos empreendedores que vão construir o futuro aqui da nossa cidade e da nossa região — acredita Ferreira.

O relatório Silicon Valley Competitiveness and Innovation Project, de 2018, aponta que o desemprego na região chegou a apenas 2,5%, muito abaixo da média americana, que foi de 3,9%, no mesmo ano. Segundo a Joint Venture Silicon Valley, em março deste ano, já com os efeitos da pandemia, a taxa de desemprego chegou a 3,1%, no Vale do Silício. O pior índice veio com a crise de 2009, quando o desemprego atingiu 10,5%.

— Vejo que é importante aumentar a atratividade da Serra Gaúcha. Temos, sim, de valorizar os próximos, mas também precisamos atrair parceiros. Tudo isso para transformar nossas empresas e fazer daqui um ambiente para que empresas de fora sintam-se atraídas a vir para a região — defende Ferreira.

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