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Mirante12/07/2020 | 20h00

Presidente do partido de Daniel Guerra revida prefeito e vice de Caxias do Sul

Júlio Freitas acusa Cassina e Frizzo de "apropriações de mérito de obras deixadas prontas"

Presidente do partido de Daniel Guerra revida prefeito e vice de Caxias do Sul Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

O presidente do Republicanos, partido do ex-prefeito Daniel Guerra, Júlio César Freitas da Rosa, enviou contraponto às declarações do prefeito Flávio Cassina (PTB) e do vice-prefeito Elói Frizzo (PSB) referentes aos seis meses de mandato. A manifestação se deve ao artigo com o título "Em tempos de pandemia", publicado no último dia 9. O revide vem com a denominação "Após a pandemia".

"Alçados ao poder pela via oblíqua da eleição indireta por seus colegas vereadores, comemoram seis meses de 'mandato' e tentam fabricar uma realidade para se apropriar  do mérito de obras deixadas prontas pelo Governo Guerra ao mesmo tempo que desferem ataques infundados a ex-secretários da administração eleita", afirma o também ex-secretário da Saúde e ex-chefe de gabinete.

Ele diz que "entre outras apropriações de mérito nas áreas da saúde, infraestrutura, segurança pública e desenvolvimento, o governo tampão parece até mesmo querer um aeroporto para chamar de seu, quando na verdade foi o Governo Guerra que conquistou 200 milhões de reais para o Aeroporto de Vila Oliva, assim como o financiamento das desapropriações diante da postura reticente dos Governos Sartori e Eduardo Leite, com prazos e obrigações que constam no termo de compromisso assinado junto ao Governo Federal no início do mês de dezembro de 2019".

Segundo Freitas,  entre as diversas glórias comemoradas, passando pelo afago a corporações e substituição de regras iguais para todos, e das licitações por canetaços, prefeito e vice, debochando da inteligência dos caxienses, orgulham-se até mesmo de devolver um posto de gasolina construído em área pública aos seus "proprietários" . 

"Estranha renovação"

O representante do governo cassado diz que "com a anomia no comando da prefeitura, a testagem em baixa e o desemprego em alta, a cidade atravessa a pandemia com a população vendo os números da violência disparar, quando esses mesmos índices caem em outras cidades, pessoas em vulnerabilidade se acumulam nas ruas". Ele chama atenção para o que define como “estranha renovação de contrato sem licitação com a concessionária de transporte público” e lembra que a mesma foi autuada mais de 400 vezes na gestão Guerra. 

E completa:

"Enquanto mantém o histórico 'assardinhamento' dos cidadãos caxienses, expondo-os a risco insalubre em meio à pandemia da covid-19 em ônibus lotados e sem fiscalização".

Devolução

O final da manifestação de Júlio Freitas é abertamente voltado às eleições municipais. Ele diz que após a pandemia, dias melhores virão para Caxias, porque no dia 15 de novembro, a cidade será devolvida à democracia e aos seus cidadãos pelo voto popular.

"E caberá aos caxienses opinarem se os festejados méritos dos dois senhores que ocupam a cadeira de prefeito e vice prefeito por curto período serão dignos de honras ou do rápido esquecimento".

Corrida eleitoral

Ao assumir como porta-voz do Governo Guerra, Júlio Freitas se credencia como o nome do Republicanos ao Executivo na hipótese muito provável de que o ex-prefeito não possa concorrer na eleição deste ano. 

Também se desenha a possibilidade de que Guerra lidere a chapa do partido a ser registrada e Freitas seja o vice. O Republicanos já anunciou que terá candidatura própria e vai concorrer com chapa pura. 

No caso de impugnação de Guerra, Freitas passaria a ser o cabeça de chapa buscando capitalizar os votos de apoiadores do ex-prefeito. 

Seria o mesmo caminho trilhado pela chapa do PT à presidência da República em 2018, quando Lula foi inscrito como candidato e Fernando Haddad era o vice.

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