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Eleições 202013/03/2020 | 20h45Atualizada em 13/03/2020 | 21h51

Três candidaturas na disputa à prefeitura de Farroupilha

Cenário eleitoral de Farroupilha aponta chapas lideradas pelo PDT, PP e PSD. MDB passa a ser coadjuvante

Três candidaturas na disputa à prefeitura de Farroupilha Lucas Amorelli/Agencia RBS
Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

A menos de sete meses para a eleição, o cenário para a composição das pré-candidaturas à prefeitura de Farroupilha está dividindo a atenção com os dois pedidos de impeachment contra o prefeito Claiton Gonçalves (PDT) que tramitam na Câmara de Vereadores. Numa tentativa de apaziguar os ânimos acirrados, o prefeito eleito apresentou nesta semana um pedido de licença para cuidar da saúde e da sua defesa nos processos de cassação do seu mandato. Claiton quer evitar perder os direitos políticos.

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Se em 2019 o número de candidaturas era incerto, no momento o cenário está mais claro. PDT, PP e PSD devem apresentar chapas para a disputa do dia 4 de outubro. Com o fim do segundo mandato de Claiton, o presidente do PDT, Thiago Brunet, garante que deverá repetir a coligação formada por sete partidos: PDT, PSB, Rede, PT, PRB, PSD e PCdoB. A pré-candidata da situação é a secretária da Educação, Elaine Giuliato (PDT). Brunet diz que ficou definido entre os partidos da base que o candidato a vice será escolhido por meio de uma pesquisa. Segundo ele, os nomes na disputa são os da vereadora Maria da Glória Menegotto (Rede), do secretário do Meio Ambiente, Tiago Ilha (Republicanos), do ex-secretário de Desenvolvimento Rural Roque Severgnini e do chefe de Gabinete, Vandré Fardin, estes dois do PSB. Vandré conta com o apoio de Claiton, mas disse que vai concorrer a vereador. 

– A candidata a sucessora de Claiton é a Elaine. O nome dela tem baixa rejeição. 

Para o presidente do PDT a campanha tem uma característica que será consolidada nesta eleição: 

– As pessoas de fora da política não têm mais fidelização partidária, elas acreditam nas pessoas.

Brunet rejeita a tese de que os pedidos de impeachment podem prejudicar a candidatura de Elaine. Apesar da votação por unanimidade do acolhimento do segundo pedido, o líder pedetista garante que a votação terá um resultado surpreendente. Ele ressalta que ocorreu um erro administrativo na compra dos terrenos para a área da saúde, mas descarta que houve prejuízo aos cofres públicos.

–  Nós (vereadores) decidimos quase por unanimidade porque o pedido era da OAB e o próprio Claiton sempre fez seus discursos ressaltando a transparência. As votações vão ter surpresa lá na frente.

ALTERNATIVA

No ano passado, o vice-prefeito Pedro Pedrozo (PSB) que postulava concorrer a prefeito, disse ao Pioneiro:

– O PSB tem candidatos a oferecer e eu sou o candidato natural (a prefeito).

Com o pedido de licença de Claiton, o prefeito em exercício tem comentado para pessoas próximas que não vai concorrer, mas na base aliada seu nome já é considerado uma alternativa para a disputa.

PP e MDB juntos

O pré-candidato do PP seria anunciado em um jantar no dia 20 de março, porém, em virtude do coronavírus o encontro partidário foi cancelado. O presidente da sigla, vereador Kiko Paese, afirma que os nomes na disputa são os do empresário e ex-vice-prefeito Fabiano Feltrin e do empresário Daniel Bampi, atual presidente da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CICS).

Paese não quis confirmar o nome dos progressistas para a disputa eleitoral, mas a reportagem apurou que Feltrin será apresentado como pré-candidato. Na próxima segunda-feira (16), a Executiva dos progressistas vai definir como e quando vai anunciar o nome de Feltrin como cabeça de chapa. Sobre o candidato a vice-prefeito, Paese é mais cauteloso e diz apenas que o nome será escolhido entre candidatos do MDB e do PL.

– Vamos fazer uma pesquisa e escolher o candidato a vice que estiver melhor. Precisamos de uma coligação para ter a maioria da Câmara de Vereadores.

Paese preferiu não comentar se os processos de impeachment podem influenciar na eleição porque é integrante da Comissão Processante que analisa a primeira denúncia contra Claiton.

Do protagonismo das últimas cinco eleições – com três vitórias (2000, 2004 e 2008) e duas derrotas (2012 e 2016) para Claiton, o MDB será coadjuvante em 2020.  O ex-prefeito e presidente do MDB, Ademir Baretta, que está conduzindo o processo eleitoral, diz que a sigla vai colocar 10 nomes em uma pesquisa – cinco são os dos vereadores Jorge Cenci, Arielson Arsego, Eleonora Broilo, José Mário Bellaver e Jonas Tomazini, este último o nome mais provável. 

– Vamos colocar nessa pesquisa outros cinco nomes que eu me reservo o direito de não falar – diz Baretta.

Os três nomes de maior projeção dentro do partido estão fora da disputa. O ex-prefeito Bolivar Pasqual está inelegível. A Câmara reprovou suas contas de 2008. Baretta perdeu capital político por conta de suas administrações e tem rejeição. O ex-deputado Álvaro Boessio fracassou na disputa para a reeleição à Assembleia em 2016. 

Baretta diz que os processos de impeachment não devem atrapalhar a eleição na cidade.

Eleição terá terceira via

O vereador Sedinei Catafesta (PSD) garante que será a terceira via da eleição municipal. Ele conta que está finalizando a construção do plano de governo. Se a candidatura for confirmada, será a primeira baixa da base do governo PDT/PSB. O pré-candidato conta que a intenção é buscar o apoio do PL, liderado na cidade por Fernando Silvestrin (ex-PSB), vereador mais votado no último pleito.

– A minha prioridade é a redução de 50% da máquina pública, com a redução de secretários e de cargos em comissão (CCs), além de investir em saúde e segurança. Queremos estar com o PL. Se não for possível, vamos ter chapa pura e com uma mulher de vice.

Catafesta ressalta que, para a implantação de sua proposta de reforma administrativa, é necessária uma coligação com o menor número de partidos. Segundo ele, o PSD já conta com 21 nomes de pré-candidatos a vereador que representam a maioria da comunidade.

O ex-secretário de Esporte, Lazer e Juventude do Governo Claiton diz que a tramitação dos processos de impeachment vai "respingar para o lado do candidato do governo".

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