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Protestos20/03/2020 | 21h07Atualizada em 20/03/2020 | 21h07

Em meio à crise do coronavírus,  presidente da República tem apoio de lideranças de Caxias

Jair Bolsonaro sofreu com os panelaços durante esta semana

Em meio à crise do coronavírus,  presidente da República tem apoio de lideranças de Caxias Sergio LIMA/AFP
Foto: Sergio LIMA / AFP

O presidente de República Jair Bolsonaro enfrentou nesta semana as primeiras manifestações contrárias ao seu governo de parte da população e em diferentes regiões do país. Os panelaços, modelo de protesto adotado, é simbólico e se popularizou na campanha de impeachment contra Dilma Rousseff. Os protestos iniciaram na terça-feira (17) depois de Bolsonaro voltar a falar em “histeria” em relação ao novo coronavírus e que as medidas de governadores sobre isolamento prejudicariam a economia do país.

Na quarta (18), os panelaços ocorreram durante e após pronunciamento do presidente no Palácio do Planalto sobre a pandemia. No mesmo dia, Bolsonaro defendeu sua participação nos atos de domingo (15), quando cumprimentou apoiadores e descumpriu a recomendação de monitoramento do coronavírus. Pelo Twitter, o presidente chamou para um protesto de apoio ao seu governo. 

Na quinta (19), ocorreu o terceiro dia seguido de protestos contra o presidente. Além do panelaço, foram ouvidos gritos de “Fora, Bolsonaro!”

Com o apoio da população, um grupo parlamentares do PSOL protocolou na Câmara dos Deputados, na quarta, um segundo pedido de impeachment de Bolsonaro. Na terça, o deputado distrital Leandro Grass (Rede-DF) protocolou o primeiro. As duas denúncias sustentam que Bolsonaro cometeu crime de responsabilidade ao convocar e participar de atos que pediam o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF), no domingo.

Ex-aliados de Bolsonaro, condenaram o comportamento do presidente na crise. A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL/SP) defendeu a saída do presidente. Já o governador de São Paulo, João Dória (PSDB), afirmou que se arrepende de ter apoiado Bolsonaro e criticou a postura do presidente, que afronta o Poder Judiciário. 

Em Caxias, Bolsonaro conta com o apoio irrestrito de lideranças locais que o apoiaram durante a campanha eleitoral de 2018. O ex-presidente do PSL, Sandro Fantinel, adverte que em uma possível tentativa de impeachment, os apoiadores do presidente estão preparados para iniciar uma “guerra civil” para defender o mandato presidencial.

– Se amanhã tentarem derrubar o presidente Bolsonaro o Brasil vai conhecer a primeira guerra civil. Nós que defendemos o presidente temos condições suficientes para enfrentar nem que seja de forma armada o que vier pela frente.

O QUE DIZEM
Nesta semana, o governador de São Paulo, João Dória, declarou-se arrependido do apoio a Jair Bolsonaro. O presidente da República merece os panelaços?

Foto: Arte
Foto: Arte

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