Mais de 20 mil votos ficarão vagos para a disputa a vereador em Caxias do Sul na próxima eleição - Política - Pioneiro

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Eleições18/02/2020 | 11h02Atualizada em 18/02/2020 | 11h02

Mais de 20 mil votos ficarão vagos para a disputa a vereador em Caxias do Sul na próxima eleição

Pelo menos cinco parlamentares eleitos em Caxias não devem concorrer no pleito deste ano

Mais de 20 mil votos ficarão vagos para a disputa a vereador em Caxias do Sul na próxima eleição Jonas Ramos/Agencia RBS
Foto: Jonas Ramos / Agencia RBS

Pelo menos cinco vereadores de Caxias do Sul não devem concorrer à reeleição para a Câmara Municipal no pleito de outubro. Entre eles, três dos cinco mais votados na última disputa: Neri, O Carteiro (Solidariedade), que obteve 6.229 votos e renunciou ao cargo após conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa, em 2018, e Paula Ioris (PSDB) e Adiló Didomenico (PTB), segunda e terceiro mais votados com 5.823 votos e 5.481, respectivamente, que devem confirmar dobradinha em chapa para concorrer à prefeitura de Caxias do Sul. Adiló deve ser candidato a prefeito e Paula, a vice. 

Além deles, Flavio Cassina (PTB), que cumprirá o mandato tampão como prefeito e Kiko Girardi (PSD) que deve ser confirmado a vice na chapa com Vinicius Ribeiro (DEM), seguirão caminhos diferentes e não concorrerão. Entre os cinco, totalizaram-se 21.561 votos na última eleição.

O maior impacto será na bancada do PTB, que perde três vereadores (Adiló, Thomé e Cassina). 

— Temos uma perda considerável com a saída desses três vereadores, especialmente o Adiló, que realmente é uma quantidade grande de votos que se perde, mas a nossa meta é sempre trabalhar para poder elegermos ainda mais nomes — afirma o presidente do PDT caxiense, Gilberto Meletti.

Também indicam a possibilidade de não pleitear o Legislativo os vereadores Gustavo Toigo (PDT), Alceu Thomé (PTB) e Elói Frizzo (PSB). Toigo manifesta interesse em compor majoritária pelo PDT e Alceu Thomé afirma não ter ambição de disputar a reeleição, embora ressalte estar sendo pressionado pelo partido para ser candidato. Já Elói Frizzo, que cumpre mandato tampão na função de vice-prefeito, que havia confirmado não disputar a próxima eleição, voltou atrás e não descartou a possibilidade de concorrer (neste caso à prefeitura).

Caso os que ainda estão "em cima do muro" confirmem que não vão concorrer, teoricamente, os 28.190 votos que receberam na última eleição estariam vagos, na hipótese de que os mesmos eleitores votassem nos oito candidatos, que representam quase 1/3 dos 23 vereadores da Câmara.

Foto:

Presidentes dos partidos

"Já selamos a dobradinha com o DEM, com meu nome para candidato a vice. portanto, já sabíamos do risco. Pretendemos fazer no mínimo dois vereadores, temos nominata praticamente fechada e queremos fazer dois vereadores. É muito difícil dizer, podem surgir surpresas, mas temos bons candidatos, lideranças comunitárias que podem surpreender e estamos apostando nisso". Kiko Girardi, presidente do PSD

"Tem entradas e saídas a todo momento. O Elói é um. É um grande nome do partido, mas está fazendo um governo de transição. Hoje temos três vereadores (em mandato) que são filiações únicas do PSB, tanto Meneguzzi, quanto Edi Carlos (Pereira de Souza), quanto o (Wagner) Petrini, têm mandato só pelo PSB. São crias nossas, digamos assim. O que aconteceu para eles, vai acontecer pra outros. É uma corrida de revezamento, tem outras pessoas chegando, procurando seu espaço. Vamos lançar 35 pré-candidatos e nossa meta é conquistar mais votos da última eleição. Queremos eleger quatro nesta próxima". Adriano Boff, presidente do PSB

"Tem de se trabalhar bastante e alguns nomes que tenham representatividade na comunidade. A nossa meta é sempre buscar eleger cada vez mais. Hoje temos três vereadores, o ideal seria aumentarmos. Temos uma perda considerável com a saída desses três vereadores. O vereador Adiló for para a majoritária e realmente é uma quantidade grande de votos que se perde. O vereador Cassina não é o caso de deixar o cargo, já o vereador Thomé ainda é uma situação indefinida. Tenho ainda a intenção de ele disputar o pleito". Gilberto Meletti, presidente do PTB

"O Solidariedade está há alguns anos trabalhando no sentido de lançar uma nominata completa. Promovemos trabalho bacana para trazer lideranças comunitárias ao nosso partido e nos últimos anos temos oferecido alguns cursos para preparar os nossos pré-candidatos. Teremos nominata completa para eleição para vereadores. Não temos candidatos para repetir a votação expressiva que o então vereador Neri teve na última eleição, mas tenho convicção de que faremos bonito. A meta é eleger pelo menos dois vereadores ". Marcio Amaral, presidente do Solidariedade

"O partido ainda não conversou com o Toigo e ele não formalizou ainda se iria concorrer. Não há nada formalizado, mas sempre trabalhamos com hipótese de um ou dois não concorrerem. Em hipótese de algum não concorrer, sempre temos um plano B". Maurício Flores, presidente do PDT

"Temos sérias preocupações com a saída Paula. É a nossa grande líder e fez uma votação muito boa na última votação. Temos preocupação a respeito da própria bancada que pretendemos construir. Mas buscamos alternativas, temos alguns quadros dentro do partido, que vem sendo preparados e estamos buscando em outros partidos alguns nomes que podem se desvincular de outros partidos e o PSDB têm interesse neles. A nossa meta é garantir a bancada que temos hoje, mas nossa pretensão é eleger três vereadores". Ozório Rocha, presidente do PSDB

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