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Operação Cobertura12/02/2020 | 12h48Atualizada em 12/02/2020 | 12h49

Justiça condena ex-presidente da Câmara de Bento Gonçalves em caso de fraude

Valdecir Rubbo ofertou R$ 5 mil para conseguir aprovar indicados em concurso público, conforme denúncia

Justiça condena ex-presidente da Câmara de Bento Gonçalves em caso de fraude André Fiedler/Gaúcha Serra
Defesa de Valdecir Rubbo afima que irá recorrer da decisão e contesta delação premiada Foto: André Fiedler / Gaúcha Serra

O ex-presidente da Câmara de Vereadores de Bento Gonçalves, Valdecir Rubbo, foi condenado pela Justiça em primeira instância a quatro anos e três meses de reclusão em regime inicial semiaberto. A decisão é de segunda-feira (10) e foi divulgada pelo Ministério Público no início da noite desta terça-feira (11). O motivo é a acusação de crimes de falsidade ideológica e corrupção ativa. 

 Segundo o Ministério Público, que apresentou a denúncia, o ex-presidente do Legislativo também perde o cargo público que ocupa. Ele atua no gabinete do vereador Marcos Barbosa (PRB). No entanto, Rubbo tem o direito de recorrer em liberdade. 

 A denúncia afirma que Rubbo, junto a Maicon Cristiano de Mello da empresa IDRH, fraudou um concurso público de 2014 da Câmara de Vereadores de  Bento Gonçalves com o objetivo de aprovar oito pessoas indicadas por ele. Foram ofertados R$ 5 mil a Mello para conseguir a aprovação dos indicados. A decisão da Justiça de Bento Gonçalves também definiu que Mello preste serviços à comunidade, já que exerceu colaboração premiada. Também constavam na denúncia a esposa de Mello, Francieli Rech Fragoso, além do empresário Ernesto Hattge Filho, mas os dois foram absolvidos. 

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Segundo o documento de acusação, o próprio Rubbo chegou a ser aprovado no concurso da prefeitura, também fraudado, mas não tomou posse por conta da anulação do certame. A reportagem contatou o ex-presidente na manhã desta quarta (12). Conforme o advogado de defesa, William Klaus, ele irá recorrer da decisão. 

Klaus questiona, em nota, a legalidade do acordo de colaboração premiada. Conforme o texto enviado à reportagem, a condenação foi baseada 'na palavra do colaborador, que no momento se encontrava em situação de vulnerabilidade'. O texto aponta que ele foi o único dos investigados a ser preso cautelarmente e que aceitou a proposta da colaboração 'em ocasião de desespero'. A defesa entende que não foram apresentadas provas como imagem, vídeos ou documentos e reitera a inocência do ex-presidente.

 O caso veio à tona a partir da Operação Cobertura em 2015, que combateu fraudes em licitações de seis municípios que realizaram concursos públicos.

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