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Eleições29/02/2020 | 08h41Atualizada em 29/02/2020 | 08h41

Caxias deve ter número recorde de candidatos a prefeito em 2020

A sete meses do pleito, já há 13 nomes com intenção de concorrer ao cargo de chefe do Executivo. 

Caxias deve ter número recorde de candidatos a prefeito em 2020 Porthus Junior/Agencia RBS
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

A eleição para a prefeitura de Caxias do Sul poderá ter um número recorde de candidatos. A sete meses do pleito, 13 nomes são conhecidos e postulam o cargo de prefeito da segunda maior cidade do Rio Grande do Sul. 

Os partidos que reconhecem o interesse em apresentar candidato à prefeitura são Republicanos, PDT, MDB, PT, PTB, PCdoB, Novo, DEM, Podemos, PSB, PL, Patriota e Solidariedade. O número de candidatos ainda pode aumentar se for considerada a intenção do PSL, ex-partido do presidente Jair Bolsonaro. A eleição está marcada para o dia 4 de outubro. 

O número de candidatos a prefeito será confirmado entre os dias 20 de julho e 5 de agosto, prazo para realização das convenções partidárias. A eleição municipal deste ano tem um novo ingrediente: não haverá coligação para a eleição à Câmara de Vereadores. Com isso, as lideranças partidárias entendem que é necessário ter candidato a prefeito para dar visibilidade às candidaturas a vereador e aumentar o número de votos na legenda. Diferentemente de eleições anteriores, a tendência é de confirmar-se o grande número de candidatos na corrida para a prefeitura. 

O impeachment do prefeito Daniel Guerra (Republicanos) mudou o cenário eleitoral caxiense. Além do cargo, também perdeu os direitos políticos por oito anos. O presidente da sigla, Júlio César Freitas da Rosa, espera reverter na Justiça a cassação e os direitos políticos do ex-prefeito. Guerra segue sendo a prioridade do Republicanos, mas caso a situação permaneça como está agora, Freitas da Rosa garante que a sigla terá candidato. O ex-secretário da Saúde e os irmãos do ex-prefeito, o vereador Chico e a ex-candidata a deputada estadual, Dalva, são opções para defender a gestão passada. 

O ex-governador José Ivo Sartori está fora da disputa, mas dá as cartas no MDB. A nome preferido de Sartori, o deputado estadual e ex-prefeito de São José dos Ausentes, Carlos Búrigo, pode sair de cena. O nome não empolga os filiados e tem dificuldades de penetração nos eleitores. Recentemente, o nome da ex-deputada estadual Maria Helena Sartori surgiu como alternativa a Búrigo. A direção partidária trabalha para apresentar chapa pura.

O PDT deve confirmar no dia 12 de março seu candidato à prefeitura. O presidente da GramadoTur, Edson Néspolo, é o mais cotado. Em Gramado, a saída de Néspolo do comando da empresa responsável pela realização do Natal Luz é dada como certa. Néspolo perdeu para Guerra a eleição de 2016.  Ao que tudo indica, o ex-prefeito Alceu Barbosa Velho perdeu o interesse de defender sua administração, atacada pelo ex-prefeito Guerra.

No início de abril, será a vez de o PT apresentar seu candidato, o deputado estadual Pepe Vargas. Nos bastidores, lideranças confirmam o nome do ex-prefeito, que administrou a cidade nos mandatos de 1997/2000 e 2001/2004 . 

OUTRAS  SEIS

Seis siglas já apresentaram seus pré-candidatos (veja quadro ao lado). Os partidos PL e Patriota, que integraram a 

base do Governo Guerra, terão candidatos na eleição de outubro. O ex-vereador Renato Nunes e presidente municipal do PL anunciou sua pré-candidatura. Já o Patriota deve confirmar na manhã deste sábado o nome do empresário Nelson D’Arrigo.

Portas abertas no Solidariedade e campanha ostensiva no PTB

No final do ano passado, o movimento do deputado estadual Neri, O Carteiro (Solidariedade), era acompanhado de perto por seus adversários à prefeitura. A ascensão de Neri com a eleição à Assembleia em 2018 o colocava como uma das principais alternativas para a disputa. Porém, duas decisões políticas abalaram sua força eleitoral: a manifestação, em rede social, contrária ao impeachment de Daniel Guerra e, recentemente, o apoio às reformas administrativas do governador Eduardo Leite (PSDB).

O presidente do Solidariedade, Márcio Amaral, diz que a sigla ainda não definiu sobre uma futura candidatura, mas questionado sobre a tendência deixou a porta aberta.

– Estamos conversando para termos candidato – disse Amaral.

A campanha mais ostensiva nas ruas da cidade é a do vereador Adiló Didomenico (PTB), que deve compor uma chapa com a vereadora Paula Ioris (PSDB) para prefeito e vice. O presidente do PTB, Gilberto Meletti, não confirma a candidatura. Nos bastidores cogitam o apoio de Neri à chapa de Adiló.

O PSB, partido do vice-prefeito Elói Frizzo, deve apresentar o vereador Alberto Meneguzzi para concorrer à eleição majoritária. Meneguzzi nunca escondeu o desejo de colocar seu nome em uma chapa seja como candidato a prefeito ou a vice. Com Frizzo fora do páreo devido ao compromisso assumido com o prefeito Flávio Cassina (PTB) para concluir o mandato tampão após o impeachment de Guerra, a candidatura de Meneguzzi ganha força dentro do partido.

Os candidatos

Foto: Arte

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