Após cumprir punição de 60 dias, Chico Guerra volta para Câmara: "Voltei para ser a voz do povo" - Política - Pioneiro

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Legislativo19/02/2020 | 11h56Atualizada em 19/02/2020 | 15h00

Após cumprir punição de 60 dias, Chico Guerra volta para Câmara: "Voltei para ser a voz do povo"

Vereador reassumiu seu mandato nesta quarta-feira

Após cumprir punição de 60 dias, Chico Guerra volta para Câmara: "Voltei para ser a voz do povo" Lucas Amorelli/Agencia RBS
Após cumprir punição de 60 dias, Chico Guerra para Câmara e diz "Voltei para ser a voz do povo" Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

Um clima de constrangimento marcou o retorno do vereador Chico Guerra (Republicanos) à Câmara de Vereadores na manhã desta quarta-feira (19). Ao abrir a sessão, o presidente do Legislativo, Ricardo Daneluz (PDT), deu as boas-vindas ao republicano, mas ele não estava no plenário. Os demais colegas espicharam a cabeça a procura de Chico. Ele só entrou no plenário com dois minutos depois de a sessão já ter iniciado.

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Chico ocupou a cadeira deixada por Tibiriçá Maineri (Republicanos), cumprimentou com um aperto de mão Clóvis Xuxa (PTB), seu novo colega de mesa. Em seguida, foi até a assessoria legislativa para registrar a presença no plenário e se inscreveu para manifestação no pequeno expediente. No caminho, cumprimentou Daneluz rapidamente com um aperto de mão.

Chico também recebeu boas-vindas dos colegas Arlindo Bandeira (PP) e Paula Ioris (PSDB).

Sua primeira manifestação no retorno aconteceu no espaço de declaração de líder de bancada. Chico iniciou sua manifestação falando sobre a votação do pedido de impeachment contra ele que acontecerá na sessão desta quinta (20). Ele pediu que os vereadores votem conforme a "consciência e o caráter de cada um".

— Não vou ecoar o problema de uma pessoa que considero lunática e que deve ter algum problema mental — disse Chico, sobre o autor do pedido de impeachment, o ex-vice-prefeito Ricardo Fabris de Abreu (sem partido).

Chico criticou os vereadores que votaram pela cassação do mandato do prefeito Daniel Guerra e comentou que o discurso do atual governo municipal de falta de dinheiro é “balela para encobrir a ineficiência de pessoas que não têm capacidade de tocar o Executivo”. 

O republicano comentou que o Governo Guerra optou em realizar poucas obras em 2017, e fazer uma poupança para realizar projetos e depois a executar as obras nos outros anos do mandato.

Chico também criticou a suspensão da licitação do transporte coletivo urbano. Ele comentou que havia quatro empresas interessadas em participar da concorrência pública, e que o valor do preço da passagem ficaria abaixo de R$ 4,20. O vereador insinuou que a decisão do Governo Flávio Cassina (PTB) de cancelar a licitação beneficia a Visate, a atual empresa concessionária.

— A gente sabe por que a cassação do prefeito Guerra aconteceu antes do dia 14 de janeiro, por que era o dia de abrir os envelopes (da licitação) e a partir dai não tinha mais volta. Mesmo assim conseguiram cancelar para talvez ajudar parceiros.

Ao final de sua manifestação, Chico disse em tom de "salvador da patria": 

— Voltei para não ficar calado e se possível ser a voz do povo. E se for a única, serei a única.

A reportagem pediu uma entrevista a Chico, mas ele negou. Disse que sua manifestação tinha acontecido no plenário.



 
 
 

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