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Eleições 202028/01/2020 | 20h25Atualizada em 29/01/2020 | 13h43

Frente de centro-esquerda discute futuro de Caxias do Sul

PCdoB, PT, Psol, PCB e PDT firmaram compromisso sobre pautas políticas e eleitorais

Frente de centro-esquerda discute futuro de Caxias do Sul Divulgação/Divulgação
Foto: Divulgação / Divulgação

Partidos caxienses de esquerda e centro-esquerda _ PCdoB, PT, Psol, PCB e PDT _ fizeram nova reunião para discutir o cenário político e eleitoral da cidade na segunda-feira à noite, na sede do PCdoB. Das cinco siglas, o próprio PCdoB, PT e PDT já se manifestaram que pretendem apresentar candidaturas próprias para a eleição de 4 de outubro. O Psol ainda analisa a possibilidade de apresentar um candidato a prefeito. Já o PCB não terá candidato à majoritária.

Apesar da tendência das candidaturas fragmentadas, os representantes da frente de esquerda não descartam uma composição. A primeira discussão sobre uma candidatura com partidos de esquerda deve iniciar-se no dia 11 de fevereiro, na sede do diretório do PDT.

O presidente do PCdoB, Paulo Freitas, ressalta que a reunião discutiu uma pauta política, que definiu o compromisso dos partidos de esquerda no enfrentamento de projetos de cunho fascista, e a pauta eleitoral, que estabeleceu um protocolo de convivência dos partidos do campo de esquerda.

_ Defendemos um processo de unidade. As candidaturas devem ser construídas a partir do tripé que defende a soberania do país, a democracia e os direitos da população.

Segundo Freitas, os partidos da "frente ampla" iniciarão as discussões sobre a possibilidade de uma candidatura única a partir do dia 11 de fevereiro.

_ Essa discussão vai aparecer (candidatura única da frente de esquerda). Vamos discutir os pontos que nos unificam e deixar de lado as discussões sobre nossas diferenças. A frente ampla vai respeitar o limite de cada partido. Devemos estar juntos no segundo turno e tem uma possibilidade (de estarmos juntos) já no primeiro.

O presidente do PDT, Maurício Flores, comenta que, apesar das particularidades de cada um dos partidos, eles têm ideias convergentes, como o direito dos trabalhadores e a defesa da Previdência. Segundo Flores, a reunião foi "muita boa e produtiva". 

_ Discutimos uma proposta de eleição sem ataques e sem rusgas. Queremos uma eleição com mais propostas e menos críticas, baseada no diálogo das ideias e contra o cunho fascista.

Apesar das convergências políticas, Flores diz que o PDT não abrirá mão de uma candidatura própria. 

_ Nesse primeiro momento, a gente não falou (sobre uma chapa majoritária). O PDT não abre mão de ter candidato e acho que os (outros) partidos também não.

A presidente do PT, Joceli Veadrigo, salientou que as siglas de esquerda têm a responsabilidade de discutir o futuro de  Caxias observando a conjuntura política e econômica, além das áreas da cultura, saúde e transporte público. Ela deixa a porta aberta sobre uma possível chapa formada pela chamada frente.

_ Já falamos em pré-candidatos, mas isso não impede a construção de uma frente. É uma construção possível. Isso vai depender do que cada partido achar necessário. Independente das candidaturas, estamos discutindo de forma madura uma vida melhor para Caxias.

A reunião contou também com a presença do pré-candidato do PCdoB, Vanius Corte, e do ex-vereador do PDT, Pedro Incerti.

Além do PSB, que já recebeu convite para participar das reuniões, o grupo pretende contar com o apoio do PROS, Cidadania, Rede e PTB.

O QUE DIZEM

:: "Esta reunião foi importante para abrir o debate dentro do campo da esquerda e centro esquerda. Queremos nos inserir para construir um programa político que venha de encontro às realidades precárias que a classe trabalhadora está passando no país e em Caxias. Como por exemplo, a retirada dos diretos trabalhista, levando a total precarização das relações trabalhista, os direitos democráticos, o desemprego que está gerando a "uberizaçao" e as condições reais da saúde pública para garantir o SUS." Raimundo Bertuleza, presidente do PCB

:: "A gente apoia a ideia do campo de esquerda, da frente. A gente vai estar junto para combater o crescimento dessa onda fascista e reacionária e esse modelo liberal que é excludente." Lucas Matheus de Souza, presidente do Psol

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