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Política09/01/2020 | 09h12Atualizada em 09/01/2020 | 09h55

Flavio Cassina é eleito novo prefeito de Caxias do Sul

A votação ocorreu em eleição indireta na manhã desta quinta-feira

Flavio Cassina é eleito novo prefeito de Caxias do Sul Lucas Amorelli/Agência RBS
A votação ocorreu em eleição indireta na manhã desta quinta-feira Foto: Lucas Amorelli / Agência RBS

Por 19 votos a 3, a Câmara de Vereadores elegeu Flavio Cassina (PTB) como novo prefeito municipal de Caxias do Sul. A eleição indireta ocorreu na manhã desta quinta-feira (9) no teatro Pedro Parenti, na Casa da Cultura Percy Vargas de Abreu e Lima. Elói Frizzo (PSB), que compunha a chapa única com Cassina, foi eleito como vice-prefeito. A confirmação ocorreu às 9h10min. Após a eleição, houve suspensão da sessão para lavratura da ata de nomeação dos novos prefeito e vice.

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— Junto com os vereadores construímos essa jornada que hoje se encerra. Temos muita clareza do processo que participamos. Não temos (ele e Cassina) um plano de governo, mas sabemos o que não fazer — afirmou Frizzo durante pronunciamento antes da votação.

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O vice-prefeito eleito também ressaltou que o primeiro ato do governo eleito será a revogação do decreto que impede o uso livre da Praça Dante Alighieri para manifestações públicas e culturais, um dos alicerces que fundamentou o pedido de impeachment do prefeito cassado, Daniel Guerra (Republicanos). Frizzo também salientou que a nova administração pretendem dar maior voz aos conselhos municipais consultivos e deliberativos nas decisões que envolverão o poder Executivo.

— Por que Elói Frizzo? Exatamente pela complementariedade. Duas pessoas de bem, embora de ideologias diferentes, sempre acham uma maneira de entender. Fomos colhidos de surpresa num momento conturbado da sociedade. Queremos olhar para frente, aproveitar tudo de bom que foi feito no governo anterior, melhorar alguns aspectos e trazer coisas novas — declarou o novo prefeito Flavio Cassina.

Eram necessários pelo menos 12 votos, que corresponde a maioria absoluta dos 23 vereadores que compõem o plenário. Apenas os parlamentares Denise Pessôa (PT), Elisandro Fiuza (Republicanos) e Tibiriça Maineira (Republicanos) votaram contrários à chapa.

Daniel Guerra foi cassado no dia 22 de dezembro de 2019. As fundamentações narradas na peça de impeachment compreenderam fatos ocorridos em 2019. É inegável, entretanto, que o pedido de cassação, o sétimo em cerca de dois anos,  foi resultado de um desgaste iniciado muito antes, e precede até mesmo a relação conturbada com o vice-prefeito eleito, Ricardo Fabris de Abreu, que se tornou o principal antagonista do chefe do Executivo desde o seu rompimento oficial com o governo, quando renunciou ao cargo em 28 de dezembro de 2018.

Daniel Antônio Guerra iniciou a vida política aos 33 anos, em 2005, assumindo a Secretaria Municipal de Turismo no governo de José Ivo Sartori (MDB). Permaneceu como titular da pasta até 2008, quando deixou o cargo, para concorrer a vereador pelo PSDB. Quando se elegeu parlamentar, em 2009, começou efetivamente a carreira política. Reelegeu-se em 2013 e, já no primeiro ano do segundo mandato, destacou-se com atuação polêmica, sendo expulso pelo PSDB naquele mesmo ano pela postura oposicionista ao próprio partido.

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