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CIC 02/12/2019 | 15h39Atualizada em 02/12/2019 | 15h47

"Deixamos um legado de transformação", diz Sartori

Ex-governador apresentou nesta segunda-feira a palestra Desafios do cenário político e social

"Deixamos um legado de transformação", diz Sartori Lucas Amorelli/Agencia RBS
Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

Onze meses após deixar o Piratini, o ex-governador José Ivo Sartori (MDB) comentou brevemente sobre o seu governo durante a reunião-almoço desta segunda-feira (2) na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul. Ele observou sobre a atuação dos partidos de oposição, a falta de apoio da sociedade gaúcha e a Lei de Responsabilidade Fiscal, a primeira aprovada no país. Também reservou um tempo para elogiar o trabalho na área social conduzido pela esposa Maria Helena Sartori. Criticada a nomeação por nepotismo, Maria Helena atuou em duas pastas: Secretaria-extraordinária do Gabinete de Políticas Sociais e Justiça e Direitos Humanos.

— Tivemos uma oposição bastante radicalizada. Talvez não aparecia publicamente, mas agia por baixo dos panos. Nós não tivemos muito o apoio da sociedade, mas avançamos. Deixamos um legado de mudança e transformação.

Sartori apresentou a palestra Desafios do cenário político e social. Na oportunidade, ressaltou que o país vive uma crise de lideranças e que o principal desafio é formar novos quadros na política, na igreja e no meio empresarial. 

— Não temos líderes com visão social. Temos líderes individualistas. São atores, personagens, mas que não tem ninguém na sua volta. Falta conteúdo e espírito público — disse.

Segundo ele, um dos motivos para a ausência de renovação de lideranças é a crítica publicada nas redes sociais. Apesar da crítica, o ex-governador diz que as redes sociais contribuem para a democratização da informação.

Sartori alertou para a necessidade de mudança do sistema político devido à falta de identidade das siglas partidárias e do radicalismo instalado no país. Segundo ele, "todos os partidos ficaram iguais pelo lado pior".

— Sem mudança no sistema político partidário, não vai garantir que esse processo não venha (aconteça) de aventura em aventura.

Na busca da reeleição ao Governo do Estado, no segundo turno da eleição de 2018, Sartori buscou apoio do eleitorado de Jair Bolsonaro e adotou o apelido de Sartonaro. Agora, deixa a impressão que pretende descolar da imagem do presidente.

— Não podemos esperar que uma pessoa é a salvadora de tudo.

O ex-governador deu pelo menos duas pistas de que não pretende concorrer à prefeitura no ano que vem. Ele ressaltou que as pessoas querem mudança e disse ainda:

—Posso não participar do processo eleitoral, mas vou ajudar.

Sartori evitou manifestações sobre os governos Daniel Guerra (Republicanos) e Eduardo Leite (PSDB), seu sucessor. Ele também não fez nenhum comentário sobre o Caso Magnabosco.

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