Câmara rejeita projeto de lei que criaria planejamento estratégico de Farroupilha para os próximos 20 anos - Política - Pioneiro

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Legislativo11/12/2019 | 13h25Atualizada em 11/12/2019 | 14h28

Câmara rejeita projeto de lei que criaria planejamento estratégico de Farroupilha para os próximos 20 anos

Proposição partiu do Poder Executivo

Câmara rejeita projeto de lei que criaria planejamento estratégico de Farroupilha para os próximos 20 anos Roni Rigon/Agencia RBS
Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

O projeto de lei que criaria o planejamento estratégico de Farroupilha para os próximos 20 anos foi rejeitado pela Câmara de Vereadores na sessão de terça-feira (10). O município está de aniversário de 85 anos de emancipação nesta quarta (11) e o Plano Farroupilha 20-40 seria lançado em um evento programado para as 20h no Palco Multiuso, no Largo Carlos Fetter. Após a votação do Legislativo, a prefeitura não confirmou de que maneira isso irá ocorrer. No entanto, por meio da assessoria de imprensa, a administração municipal disse que o tema será abordado à noite pelo prefeito Claiton Gonçalves (PDT). Por enquanto, preferiu não se manifestar.

O Farroupilha 20-40 apresenta o diagnóstico do município em diferentes áreas e propõe ações de curto, médio e longo prazo. Até agora, esse foi o único projeto do Executivo rejeitado por maioria de votos neste ano, representando uma vitória da oposição, formada por MDB e Progressistas. Os sete parlamentares destas bancadas foram contrários ao projeto.

Pesou na votação a ausência da própria bancada do PDT, sigla a que pertence o prefeito. Nenhum dos dois vereadores do partido estava presente no momento da votação. O líder de bancada, Deivid Argenta (PDT), disse que ambos tinham compromissos profissionais, mas que eles são favoráveis ao plano.

— Também achamos que este projeto não seria colocado em votação — comenta.

Já o vereador Sedinei Catafesta (PSD) se absteve, sob a alegação de que não teve tempo suficiente para analisar a proposta. Posicionado como neutro em relação ao governo, Catafesta também reclamou que o nome dele não consta como colaborador, apesar de ter apresentado ideias no período em que foi secretário do Esporte, Lazer e Juventude.

A líder de bancada do MDB, Eleonora Broilo, avalia que não é possível neste momento planejar os próximos 20 anos. Na avaliação dela, as ações previstas demandariam um investimento que não pode ser garantido.

O líder de bancada do Progressistas, Kiko Paese, adicionou o entendimento de que a proposta deveria ser mais discutida com a população. Segundo ele, as audiências públicas realizadas não contaram com a presença maciça da comunidade. Além disso, criticou o fato de um livro já ter sido impresso com o planejamento antes da aprovação da lei pela Câmara.

— É uma falta de respeito com outro Poder, que é o Legislativo — avalia.

Já o líder de governo, Fabiano Piccoli (PT), considerou que a oposição foi contrária por questões estritamente políticas, e não técnicas, já que alterações poderiam ser feitas conforme a necessidade nos próximos anos. Além disso, criticou a ausência do PDT na votação.

— Foi um projeto construído ao longo do último ano, com a participação da sociedade e de entidades. Não é um projeto de governo, é um projeto de Estado - afirma.

A proposição só pode voltar para a pauta da Câmara no ano que vem, mas a prefeitura ainda não informou se isso será feito. Piccoli disse que existe a possibilidade de o planejamento ser regulamentado por um decreto do prefeito.

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