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Câmara08/10/2019 | 13h41Atualizada em 08/10/2019 | 13h54

Pedido de impeachment contra vereador de Caxias é rejeitado por unanimidade

Pedido foi votado na sessão desta terça-feira (8)

Pedido de impeachment contra vereador de Caxias é rejeitado por unanimidade Lucas Amorelli/Agencia RBS
Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS
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Na mesma sessão em que acolheu denúncia de impeachment do prefeito de Caxias do Sul, Daniel Guerra (Republicanos), a Câmara de Vereadores rejeitou pedido de cassação contra o vereador Alceu Thomé (PTB). 

O documento era assinado pelo empresário Alaor Corrêa Barbosa, presidente da associação de moradores do Belvedere. O pedido foi rejeitado por unanimidade. 

A denúncia pedia instalação de uma comissão para investigar o vereador que é réu em processo sobre suposta exploração sexual contra uma adolescente. O processo tramita na 4ª Vara Criminal e, por envolver menor de idade, corre em segredo de Justiça.

O CASO

Alceu Thomé foi indiciado pela Polícia Civil em 24 de janeiro de 2018 como suspeito de suposta exploração sexual de uma adolescente. O inquérito da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) também responsabiliza outro homem e duas mulheres pelo mesmo crime. O indiciamento é pelo artigo 244 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): submeter criança ou adolescente a prostituição ou exploração sexual. A pena prevista é reclusão de quatro a dez anos.

O inquérito foi aberto no início de 2017 após uma denúncia do Conselho Tutelar sobre uma adolescente de 14 anos que foi acolhida num abrigo público. A jovem, conforme a denúncia inicial, faria programas sexuais num bar no interior de Caxias do Sul. O local, supostamente, seria frequentado por Thomé, inclusive durante a campanha para as eleições em 2016. A menina, que teria sido abandonada pela mãe, residiu no bar durante alguns meses. O vereador e o outro homem supostamente eram clientes do bar.

Ao longo da investigação, o vereador prestou depoimento à Polícia Civil e negou qualquer envolvimento. Ele afirmou que a denúncia não passaria de "perseguição política".

Thomé foi denunciado pelo Ministério Público, junto com os outros três réus, em 5 de julho de 2018. O processo teve a última movimentação no dia 6 de setembro e não tem prazo para julgamento.

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