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Impeachment09/10/2019 | 13h44Atualizada em 09/10/2019 | 20h30

Mandato do prefeito de Caxias do Sul balança

Oposição conseguiu 14 votos a favor da admissibilidade. Para a aprovação do impeachment são necessários 16 votos

Mandato do prefeito de Caxias do Sul balança Lucas Amorelli/Agencia RBS
Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

O mandato do prefeito Daniel Guerra está ameaçado. Além do acolhimento da denúncia de impeachment, o chefe de Executivo municipal deverá enfrentar outros dois processos. O cenário também é outro, diferente dos pedidos anteriores e até mesmo do que chegou a ser acolhido: o desgaste do prefeito é maior e ampliou-se por diferentes setores da comunidade.

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Os vereadores articulam a aprovação de uma Comissão Parlamentar da Inquérito (CPI) da Saúde, para investigar possíveis irregularidades na UPA da Zona Norte, na UPA Central (o Postão) e contratos com hospitais da cidade. Também há uma especulação de que seja ajuizada uma ação civil pública para investigar as viagens de Guerra e seu irmão e chefe de Gabinete, Chico Guerra (Republicanos). A oposição quer cassar o mandato de Guerra até o final do ano. 

Na semana passada, o líder do governo, vereador Renato Nunes (PR), teria garantido para integrantes da administração que o pedido de impeachment seria rejeitado. Porém, a votação de ontem acendeu o sinal vermelho no governo municipal. Para cassar o mandato de Guerra, a oposição precisa de 16 dos 23 votos (dois terços). Confirmando os 14 votos favoráveis de terça-feira (8), há a necessidade de reverter dois votos, porém um já está garantido – o do presidente do Legislativo, Flavio Cassina (PTB), inimigo público do prefeito.

Na tarde de terça, um vereador cobrou de uma assessora pelo voto contrário à admissibilidade do colega. A assessora respondeu:

– Admissibilidade é uma coisa. Votação do impeachment é outra.

Outro vereador entende que a maioria dos colegas que votaram contrários ao acolhimento pode mudar o voto na sessão de julgamento do impeachment.

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