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Mirante08/10/2019 | 06h30Atualizada em 08/10/2019 | 06h30

Estratégia de aliado do prefeito Daniel Guerra pode surtir efeito contrário

A terça-feira é de votação em dose dupla de pedido de abertura de processo de impeachment na Câmara de Vereadores de Caxias

Estratégia de aliado do prefeito Daniel Guerra pode surtir efeito contrário Antonio Valiente/Agencia RBS
Na inauguração da UBS São Vicente, em junho, prefeito Daniel Guerra e Alaor Barbosa estiveram juntos Foto: Antonio Valiente / Agencia RBS

O contra-ataque na véspera da votação do pedido de impeachment do prefeito Daniel Guerra (Republicanos), de Caxias do Sul, usando o mesmo mecanismo contra um vereador, pode piorar a situação para o chefe do Executivo caxiense. O pedido de cassação do mandato do vereador Alceu Thomé (PTB), protocolado pelo presidente da Amob Belvedere e ex-candidato à presidência da União das Associações de Bairros (UAB), Alaor Corrêa Barbosa, passou a ser visto como retaliação. Não se duvida que desemboque em votos pró-processo de impeachment do prefeito. Porém, é dúvida se chegará ao número necessário.

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Foi Thomé quem pediu na semana passada o adiamento da votação sobre a admissibilidade do pedido de impeachment de Guerra, garantindo mais prazo para articulação da oposição para tentar angariar os votos necessários. 

Barbosa pede a instalação de uma comissão para investigar o petebista, que é réu em processo sobre suposta exploração sexual de uma adolescente. O processo tramita na 4ª Vara Criminal. 

A declaração do presidente da Amob Belvedere de que o pedido estava pronto desde que foi noticiado o suposto envolvimento do vereador, em janeiro de 2018, não convence. O questionamento é por que, então, justamente agora ele decidiu protocolar o pedido para cassar o mandato? 

A intenção do autor é colocar os vereadores em uma saia justa. Se negarem a abertura de processo contra Thomé, boa parcela da opinião pública entenderá como protecionismo.

O clima, que naturalmente estaria quente no Legislativo, nesta terça-feira (8), diante da votação da denúncia protocolada pelo ex-vice-prefeito Ricardo Fabris de Abreu contra Guerra, deve ferver com o novo ingrediente. Tem votação de impeachment em dose dupla. A votação da admissibilidade do pedido contra Thomé também está marcada para esta terça. 

Relações tensas com oposição

As relações já não eram as melhores entre o ex-candidato à presidência da UAB e os vereadores de oposição. Em junho, após a derrota para Valdir Walter, que foi reeleito para conduzir a entidade que representa o movimento comunitário, Alaor Corrêa Barbosa esteve na Câmara e fez críticas a alguns vereadores. Citou, na ocasião, Elói Frizzo (PSB), Alberto Meneguzzi (PSB) e Rafael Bueno (PDT). Frizzo o chamou de "desqualificado". O espaço para a manifestação de Barbosa havia sido articulado pelo líder do Governo Guerra, Renato Nunes (PR). 

Alguns dias antes, em sessão da Câmara, Frizzo havia dito que a chapa do adversário era "um movimento comunitário pelego, capacho". Nunes, por sua vez, disparou contra a chapa de Valdir Walter, dizendo que deveria se chamar "Unidos pela nossa sobrevivência". Já Meneguzzi classificou Barbosa como o candidato do "unidos do fracasso, unidos do nepotismo, unidos do parentesco, unidos de uma administração que não faz nada por Caxias do Sul". 

As divergências entre Daniel Guerra e Valdir Walter sempre foram públicas. Barbosa, candidato de oposição na UAB, era considerado o representante da administração. Ele nega. Mas um dos momentos de proximidade com o governo pôde ser conferida na inauguração da UBS São Vicente, conforme registro da foto acima.

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