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Legislativo11/10/2019 | 20h13Atualizada em 11/10/2019 | 20h13

Eleição da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Caxias ganha grande relevância

Votação de impeachment pode tornar novo presidente prefeito. Acordo prevê presidência para o PDT em 2019 

Eleição da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Caxias ganha grande relevância Jonas Ramos/Agencia RBS
Foto: Jonas Ramos / Agencia RBS

A escolha da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul para 2019 ganhou maior relevância. Nesta semana, a aprovação do acolhimento do pedido de impeachment do prefeito Daniel Guerra (Republicanos) colocou um novo ingrediente para a eleição que será realizada na última sessão do ano legislativo, em dezembro.

O acordo decidido no início da legislatura previa, no último dos quatro anos, a presidência da Câmara para o PDT. Porém, nos bastidores, já existem articulações para, em caso de impeachment de Guerra, compor uma frente de coalizão para governar o município até o final de 2020. Essa composição passa pela escolha do próximo presidente da Câmara.

Em uma eventual cassação do chefe do Executivo, o primeiro da linha sucessória é o vice-prefeito. Porém, com a renúncia de Ricardo Fabris de Abreu (sem partido), o presidente do Legislativo terá a responsabilidade de conduzir o mandato temporário.

O presidente do PDT caxiense, Maurício Flores, diz que a eleição para a presidência da Câmara é assunto de responsabilidade dos vereadores do partido e que a direção não discute.

– Qualquer um de nossos vereadores irá representar bem o partido. Vamos apoiar quem eles (os vereadores) entenderem que deverá ser o candidato.

Porém, sobre uma eventual coalizão, que venha a deixar o acordo de lado, Flores é claro:

– O PDT cumpriu o acordo durante 3 anos e vai continuar cumprindo.

O vereador Ricardo Daneluz era o pedetista mais cotado para assumir o cargo, porém ele deve deixar o partido na janela de transferência partidária no ano que vem. O provável destino de Daneluz é o PP. O PDT  não engoliu movimentações de Daneluz, uma delas o projeto de lei que propõe a extinção do passe-livre em um domingo por mês no transporte coletivo. Porém, o ensaio para a redução do número de vereadores de 23 para 17, proposto por ele, sepultou qualquer chance de ocupar a presidência.

Daneluz deve decidir pela permanência ou saída do PDT até o início de novembro. Se optar por ficar, não descarta o interesse em presidir a Câmara.

– Existe essa possibilidade (de concorrer a presidente), mas ainda estamos conversando.

O PDT conta com outros três parlamentares: Gustavo Toigo, Rafael Bueno e Velocino Uez. Toigo ocupou o cargo em 2014 e não tem interesse em retornar à presidência. Questionado se poderia mudar de opinião, Toigo respondeu:

– Chance zero. 

Caminho aberto a Bueno ou Uez

A desistência de Toigo e a provável saída de Daneluz deixam o caminho pavimentado para Bueno e Uez. Os dois admitem o interesse de ocupar a cadeira de presidente do Legislativo. Bueno diz que retiraria sua candidatura somente se Daneluz optasse em permanecer no partido. Para ele, seu voto pelo impeachment de Guerra não inviabiliza sua candidatura para presidente da Câmara. Na hipótese de acontecer o impeachment do prefeito e de Bueno ser eleito presidente do Legislativo, o vereador seria o primeiro na linha sucessória.

– Se dependesse de mim já tinha tirado (Daniel Guerra) da prefeitura no primeiro processo. Sem nenhum constrangimento. É a democracia.

Uez também está à disposição para a disputa, mas tem dúvida se ao ocupar o cargo de presidente não o afastaria de atender as demandas de sua comunidade.

– Quem não gostaria de ser presidente da Câmara? Sendo um dos vereadores do PDT estou à disposição do partido. Outro dia recebi o apoio de um ex-vereador que me disse que nunca um representante da colônia disputou a eleição para a presidência.

Foto: Arte Pioneiro

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