Confira situações que chamaram atenção na sessão de admissibilidade do impeachment do prefeito de Caxias  - Política - Pioneiro

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Mirante09/10/2019 | 07h45Atualizada em 09/10/2019 | 07h45

Confira situações que chamaram atenção na sessão de admissibilidade do impeachment do prefeito de Caxias 

Teve protesto e bate-boca entre vereadores 

Confira situações que chamaram atenção na sessão de admissibilidade do impeachment do prefeito de Caxias  Lucas Amorelli/Agencia RBS
Homem com uma corrente protestava contra o Samae Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

A sessão desta terça-feira (8), que aprovou a admissibilidade da denúncia com pedido de impeachment do prefeito de Caxias do Sul, Daniel Guerra (Republicanos), por 14 votos a oito, e rejeitou por unanimidade pedido semelhante contra o vereador Alceu Thomé (PTB), teve situações que chamaram atenção. Confira alguns registros do plenário e dos bastidores:

:: Um homem portando uma corrente no braço e um cadeado estava com um cartaz protestando contra o Samae. Pedia o fim do fascismo na autarquia e da perseguição aos servidores. A pergunta que fica é: como pôde entrar na Casa com uma corrente?

:: Embora fosse o autor do pedido para cassar o mandato do vereador Alceu Thomé, Alaor Corrêa Barbosa não estava na Câmara acompanhando a sessão desta terça-feira (8). Em 1º de fevereiro de 2018, na abertura do Legislativo, com a presença de Guerra, ele estava na plateia com um cartaz onde se lia: "Não ao golpe. Democracia. Presidente do Belvedere está contigo, Guerra", em referência ao processo de impeachment em andamento. Em abril do mesmo ano, na sessão de julgamento em que o impeachment foi arquivado, Barbosa novamente estava presente com um cartaz de apoio ao prefeito: "Deu, né! Chega! Agora que se convenceram, deixem o prefeito trabalhar. Eleição se ganha nas urnas!", dizia.

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:: Quem também não estava acompanhando a votação era o vice-prefeito Ricardo Fabris de Abreu, autor do pedido de impeachment contra o prefeito Daniel Guerra (o terceiro impetrado pelo ex-vice). Ele foi lembrado como o "mensageiro" em uma declaração de Gustavo Toigo (PDT).

— Ainda que eu tenha restrições ao mensageiro, nós precisamos levar em conta as mensagens contidas na matéria, principalmente no item que tange a possíveis irregularidades na licitação da UPA Central 24 Horas.

Toigo, porém, votou contra.

Felipe Gremelmaier (MDB) usou a mesma expressão.

— Nós temos que esquecer quem é o mensageiro, porque o mensageiro foi escolhido pelo atual prefeito.

Gremelmaier votou a favor.

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 08/10/2019A Câmara de Vereadores aprovou por maioria o sétimo pedido de impeachment contra o prefeito de Caxias do Sul, Daniel Guerra (Republicanos). Quatorze parlamentares votaram pelo acolhimento da denúncia e oito se posicionaram contra a admissibilidade. Com o acolhimento, uma Comissão Processante, composta por três vereadores, dará prosseguimento à análise.Pela terceira vez, o documento foi assinado ex-vice-prefeito de Caxias, Ricardo Fabris de Abreu. Na denúncia, o autor apresentou quatro principais itens como motivação pelo pedido afastamento do prefeito. Entre eles, a não cedência da Praça Dante Alighieri e arredores para realização da benção dos freis Capuchinhos e a Parada Livre e supostas irregularidades na decisão de fechamento do Pronto-Atendimento 24 Horas sem oitiva do Conselho Municipal de Saúde. Também contestava o chamamento público para a empresa administradora da unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Central.  (Lucas Amorelli/Agência RBS)
Presidente da Amob Cânyon, Marciano Corrêa (de amarelo), vibra com o resultadoFoto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

:: O presidente da Amob Cânyon, Marciano Corrêa da Silva, acompanhou tudo de perto e vibrou. Ele era o alvo de Chico Guerra, à época em que o irmão do prefeito era líder do Governo na Câmara, nos áudios que vazaram revelando as ameaças de “corretivo” e da “lista negra” por parte do governo.

:: Depois do voto de Adiló Didomenico (PTB) contra a admissibilidade e o de Paula Ioris (PSDB) a favor, os comentários eram de que a chapa para a prefeitura se inverteu. Paula é que passaria a ser cotada para concorrer a prefeita. Rafael Bueno (PDT) criticou Adiló, classificando de falta de comprometimento com o povo, e que agora o petebista tem que rasgar e colocar no lixo a lista de polêmicas que ele faz desde o início do mandato.

 CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL, 08/10/2019A Câmara de Vereadores aprovou por maioria o sétimo pedido de impeachment contra o prefeito de Caxias do Sul, Daniel Guerra (Republicanos). Quatorze parlamentares votaram pelo acolhimento da denúncia e oito se posicionaram contra a admissibilidade. Com o acolhimento, uma Comissão Processante, composta por três vereadores, dará prosseguimento à análise.Pela terceira vez, o documento foi assinado ex-vice-prefeito de Caxias, Ricardo Fabris de Abreu. Na denúncia, o autor apresentou quatro principais itens como motivação pelo pedido afastamento do prefeito. Entre eles, a não cedência da Praça Dante Alighieri e arredores para realização da benção dos freis Capuchinhos e a Parada Livre e supostas irregularidades na decisão de fechamento do Pronto-Atendimento 24 Horas sem oitiva do Conselho Municipal de Saúde. Também contestava o chamamento público para a empresa administradora da unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Central.  Rodrigo Beltrão PT(Lucas Amorelli/Agência RBS)
Beltrão para Rafael: "Cuida do teu voto. Guerrinha, tu fala muito"Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

:: Houve atrito entre Rafael Bueno (PDT) e Rodrigo Beltrão (PT), foto acima, durante a discussão do pedido de impeachment. Ao contestar o voto do petista (contra a admissibilidade), Rafael disse que Beltrão fazia proselitismo ao defender uma CPI e nunca pediu assinatura para que fosse aberta uma comissão parlamentar de inquérito. Beltrão, se indignou, e revidou:

— Cuida do teu voto! Guerrinha, tu fala muito.

:: Assim que foram sorteados os integrantes da Comissão Processante (Paula Ioris, Elisandro Fiuza e Alceu Thomé), Ricardo Daneluz (PDT) deixou escapar:

– Me deu um alívio...

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