Guerra de sindicâncias deixa relação insustentável na Secretaria da Segurança de Caxias do Sul - Política - Pioneiro

Vers?o mobile

 
 

Governo municipal07/08/2019 | 21h25Atualizada em 07/08/2019 | 21h25

Guerra de sindicâncias deixa relação insustentável na Secretaria da Segurança de Caxias do Sul

Procedimentos apontam contra guardas, secretário e diretor executivo

Guerra de sindicâncias deixa relação insustentável na Secretaria da Segurança de Caxias do Sul Porthus Junior/Agencia RBS
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

A relação entre a cúpula da Secretaria da Segurança Pública e Proteção Social e os guardas municipais está insustentável após uma sequência de pedidos de abertura de sindicâncias contra os servidores. O ápice foi a solicitação para apurar a participação dos guardas que tentaram uma reunião com o prefeito Daniel Guerra (PRB) no dia 2 de maio. Em retaliação, o Sindicato dos Servidores Municipais (Sindiserv) protocolou na Corregedoria da prefeitura no dia 9 de julho uma denúncia de possíveis irregularidades na Secretaria de Segurança Pública.

 Leia mais:
Secretaria da Segurança Pública de Caxias do Sul abre sindicância contra guardas
Guardas protestam por criação de lei e querem ser recebidos pelo prefeito Daniel Guerra

Um servidor da prefeitura que pediu para ter o nome preservado confirmou que a denúncia do sindicato com possíveis irregularidades (veja quadro) cometidas pelo titular da pasta, Ederson de Albuquerque Cunha, e pelo diretor executivo da secretaria, Paulo Marcelo Pereira de Siqueira, foi encaminhada à Cunha com a sugestão para abertura de sindicância para apurar os fatos.

Quase um mês após ter recebido orientação para abrir investigação, ontem à tarde a reportagem tentou ouvir Cunha e a procuradora-geral do município, Cássia Kuhn. Eles não atenderam às ligações.

Diante do caso, a Comissão de Segurança Pública e Proteção Social da Câmara de Vereadores vota na manhã de hoje requerimento com pedido de informações ao prefeito Daniel Guerra sobre a denúncia do Sindiserv que enumera possíveis ilegalidades na pasta.

Sindicância contra os guardas

:: No dia 2 de maio, a direção do Sindiserv, com a participação de um grupo de guardas, tentou apresentar uma pauta de reivindicações da categoria ao prefeito Daniel Guerra, porém não foram atendidos por nenhum integrante da administração.

:: Quatro dias após, o diretor executivo da secretaria, Paulo Marcelo Pereira de Siqueira, que acompanhou o pedido de reunião e tentou a interlocução com o gabinete de Guerra, encaminhou um documento ao secretário solicitando abertura de sindicância contra 34 guardas municipais e um servidor da Secretaria de Trânsito, Transportes e Mobilidade. Em nota, a Secretaria de Trânsito diz que não há nenhum servidor da pasta envolvido. 

:: No documento, Siqueira escreve que integrantes da Guarda participaram da manifestação gritando palavras de ordem e incentivando a invasão do gabinete do prefeito. 

:: Ele diz ainda que três servidores estavam com o uniforme da Guarda Municipal e equipamentos de serviço como colete balístico, pistola .380, pistola menos letal e spray de pimenta e que estavam em horário de serviço, o que, por consequência, sugere “abandono do posto de trabalho”.

:: A sindicância contra os guardas foi aberta na terça-feira.

A retaliação

:: No dia 9 de julho, o Sindiserv protocolou na Corregedoria da prefeitura uma denúncia de possíveis irregularidades na Secretaria de Segurança Pública. O documento foi assinado pelo vice-presidente do Sindiserv, Rui Miguel Borges da Silva, e pelo diretor de Relações do Trabalho, Diames Rogério de Souza Silva.

:: Entre os apontamentos, está a nomeação de Paulo Marcelo Pereira de Siqueira como diretor executivo da Secretaria da Segurança. O cargo não está previsto na lei de criação da pasta e, sob essa ótica, Siqueira não teria competência sobre a Guarda Municipal.

:: A denúncia do Sindiserv aponta que Siqueira apresentou um termo de entrega (por comodato) para a retirada da corporação de sete escudos, sete bastões longos e sete capacetes antitumulto, além de escudos e capacetes balísticos com o próprio Siqueira constando como indicação da parte recebedora (no contrato de comodato) e sem assinatura do responsável pela Guarda Municipal. Quem empresta pelo contrato de comodato é o comodante (a Guarda), e quem recebe é o comodatário – este último, o próprio Siqueira. Na ocasião, Siqueira assina o documento como diretor geral da Secretaria de Segurança.

:: O Sindiserv aponta outras duas irregularidades: os empréstimos de viaturas da Guarda Municipal para a Defesa Civil e a Secretaria da Saúde. O veículo repassado à Defesa Civil foi comprado por meio de convênio com a Secretaria Nacional de Segurança Pública para ser utilizado exclusivamente no patrulhamento da Guarda. As cedências são assinadas pelo secretário da Segurança Pública e Proteção Social, Ederson de Albuquerque Cunha.

Leia também:
Comissão da Câmara de Vereadores de Caxias votará parecer sobre Plano Diretor dia 15
Começa a remodelação do gabinete do prefeito de Caxias 
Prefeitura de Caxias anuncia mirante no Parque dos Macaquinhos, mas omite informações 


 
 
 

Veja também

 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros