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Partidos13/08/2019 | 20h46Atualizada em 13/08/2019 | 21h20

De apoiadores a ex-aliados do prefeito de Caxias do Sul

Representantes do PSL, Novo e MBL apoiaram a candidatura de Daniel Guerra de maneira informal

De apoiadores a ex-aliados do prefeito de Caxias do Sul Lucas Amorelli/Agencia RBS
Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

Com dois anos e sete meses de governo, o prefeito de Caxias do Sul, Daniel Guerra (PRB), perdeu o apoio de três forças políticas emergentes da cidade. Embora não tivesse ocorrido a participação institucional durante a campanha, pessoas ligadas ao PSL, ao Movimento Brasil Livre (MBL) e integrantes do Partido Novo apoiaram de forma voluntária o nome de Guerra durante a disputa eleitoral.

O afastamento mais evidente é o do MBL. Desde o final de julho, o grupo tem publicado em sua conta no Facebook críticas a administração municipal. Por enquanto, os temas escolhidos de contrariedade são o fechamento das bancas de revistas na Praça Dante Alighieri, a indefinição da região turística e questionamentos à gestão da UPA Zona Norte. 

As duas críticas mais recentes tratam da nomeação do chefe de Gabinete e irmão do prefeito Daniel Guerra (PRB), Chico Guerra (PRB), como membro do Conselho Fiscal da Codeca, o que integrantes do MBL classificam como nepotismo.

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Foto: Divulgação / Facebook

O diretor de Comunicação do MBL de Caxias, Jerônimo Molina, lembrou que componentes do grupo deixaram o movimento após o final da campanha eleitoral e passaram a integrar a base do governo municipal. Ele ressalta que o MBL não apoia a administração Daniel Guerra porque utiliza bandeiras conservadoras para fazer populismo e “enganar a população”. Ele cita como medidas populistas os anúncios nas redes sociais de investimentos na educação e saúde de recursos previstos na Lei de Diretrizes Orçamentárias e no Plano Plurianual e também a proibição e a burocratização de eventos como a Parada Livre.

– Nós primeiro ouvimos o mandatário, mas o discurso é completamente diferente da prática. O prefeito rumou para um populismo barato e que visa simplesmente a manutenção do cargo dele e de seus familiares, e também se distancia da população.

Diante das críticas à atual administração, Molina conta que o MBL nacional determinou que os movimentos municipais não apoiem nenhum candidato a prefeito, porém, os integrantes estão livres para manifestar apoio a candidatos que defendem o liberalismo, a redução do tamanho do Estado e são contrários ao nepotismo.

Novo e PSL também rejeitam Governo Guerra

O coordenador do Núcleo do Novo de Caxias, Marcelo Ayala, lembrou que na última eleição o partido ainda não estava constituído, mas reconheceu que alguns integrantes da nova sigla apoiaram a candidatura de Guerra. Ele admite que algumas propostas durante a campanha “tinham sentido e eram louváveis”, porém a avaliação do Governo Guerra pelo “conjunto da obra” é complicada.

Entre as propostas de Guerra que se alinham ao Novo estão a defesa de formação de coligação com pequeno número de partidos e o processo de terceirização da UPA, porém a administração criou um clima de conflito permanente.  

– Independente de quem tenha razão, (os conflitos) mais criam problemas para a cidade em vez de tentar focar nas soluções. A marca do Governo Guerra tem servido para dificultar os nossos problemas. Ele está edificando os problemas enquanto deveria estar tentando resolvê-los.

Integrantes do Novo que apoiaram Guerra na última eleição, agora, pretendem apresentar um candidato próprio para seus filiados e uma nova alternativa para o eleitorado caxiense.

O PSL de Caxias do Sul também está se distanciando do Governo Guerra. A medida tem dois motivos: a sigla pretende apresentar chapa pura na eleição do ano que vem ou o candidato a prefeito em uma possível coligação, diz o novo presidente Renato Toigo. A sigla ainda pretende pegar carona na popularidade do presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o novo presidente da sigla, as pessoas que fizeram campanha para Guerra (ligados ao PSL) em 2016 não o apoiam mais. 

– Não fazemos parte do apoio ao prefeito Guerra. Não temos assento nenhum (no governo). O partido oficialmente não tem nada com o Governo Guerra.

Para Toigo, o governo municipal está devendo à população e há uma necessidade de correção de rumo.

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