"O Progressistas veio se encolhendo", diz novo presidente da sigla de Caxias do Sul - Política - Pioneiro

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Entrevista da 2ª22/07/2019 | 10h20Atualizada em 22/07/2019 | 10h20

"O Progressistas veio se encolhendo", diz novo presidente da sigla de Caxias do Sul

Ricardo Golin pretende ter nome do PP em chapa majoritária

"O Progressistas veio se encolhendo", diz novo presidente da sigla de Caxias do Sul Divulgação/Divulgação
Foto: Divulgação / Divulgação

O novo presidente do Progressistas de Caxias do Sul tem como meta devolver o protagonismo da sigla na eleição do ano que vem. Para isso, o empresário Ricardo Golin tem conversado com lideranças de outros partidos sobre possíveis coligações. Ele diz que a intenção é ter um nome como candidato a vice ou a prefeito.

Na entrevista, Golin também comentou sobre o desempenho do prefeito Daniel Guerra (PRB) e do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Confira:

Pioneiro: O  PP terá candidato à prefeitura de Caxias do Sul?
Ricardo Golin:
O PP tem muita vontade de ter candidato. Recebemos visitas de diversos partidos nos propondo coligação. De todas essas declinamos, porque o mínimo que o Progressistas quer é participar da majoritária, indicar o candidato a prefeito ou o vice. O Progressistas veio se encolhendo. Nos últimos governos, coligamos com o (ex-governador José Ivo) Sartori, depois com o Alceu (Barbosa Velho, ex-prefeito) e, nesse período, encolheu porque não foi protagonista nunca. Temos a recomendação do presidente estadual Celso Bernardi de que a gente participe no mínimo da majoritária.

O convite ao prefeito de Bento, Guilherme Pasin, para concorrer à prefeitura de Caxias foi para valer ou um balão de ensaio?
Não foi uma coisa formal. Vamos nos orientar com o Pasin. Bento nos dá de relho em turismo, e queremos ir lá e aprender a fazer gestão na área. A gente entende que, por mais delicadeza do convite, ele não pode aceitar porque tem que honrar os eleitores dele e a cidade tem que ser respeitada por nós também.

Como o senhor pretende recuperar o protagonismo do Progressitas na política local?
Temos que fazer um esforço para ocupar o nosso tempo de rádio e televisão falando do Progressistas para toda a Serra.

A prioridade da sigla será apresentar um candidato a prefeito ou manter uma cadeira na Câmara?
Vamos ter mais que uma cadeira, pode estar certo disso. O trabalho que temos feito, os possíveis candidatos que temos conversado, nos dão a convicção de que vamos ampliar o número de cadeiras na Câmara. 

O PP ganhou a concorrência de outros partidos de mesma linha ideológica. Como manter os votos na sigla?
Temos falado com os jovens que eles têm que se orgulharem de participar do Progressistas porque é o único partido raiz. O Progressistas é o único partido daquela época que segurou esse país para não se tornar uma Venezuela. Os partidos novos com princípios semelhantes aos nossos correram para siglas com princípios paralelos, militando na direita. 

Com quem o PP tem mais proximidade no cenário político local?
Eu tenho dito nas conversas com nosso pessoal que as pedras do tabuleiro não estão todas na mesa ainda. Vamos com calma, com serenidade. Tem alguns partidos que nos procuraram e alguns eu vou procurar. Vamos receber o PSD, o vereador Kiko (Girardi) nos procurou e vai visitar a nossa Executiva na segunda-feira (hoje). Vamos ouvi-lo com a maior hospitalidade, como recebemos o Adiló (Didomenico, vereador). Alguns partidos eu vou procurar, já tenho mais ou menos quais serão.

E com tem mais proximidade?
Com quem temos mais afinidade.

Quais são esses partidos?
Não dá (risos). Os nomes deles ainda não. Porque é trabalho de bastidor. Sobre eles a gente pode trocar ideia mais adiante.

E qual a sua avaliação sobre o Governo Guerra?
Normalmente a gente tem dito que o partido não é para fazer críticas, mas para colaborar. Quando eleito presidente, tentei marcar uma agenda para uma visita de cortesia e não consegui. Mas na sexta-feira, tive uma enorme decepção. Tivemos uma reunião no salão nobre da prefeitura coordenada pelo senador (Luis Carlos) Heinze, que se deslocou de Santa Rosa até Caxias para tratar sobre o aeroporto regional, tinha secretários municipais e vereadores de Gramado, os vereadores Arlindo Bandeira e Ricardo Daneluz, e o nosso prefeito sequer foi cumprimentar essa gente que estava lutando por Caxias do Sul. Nós ficamos envergonhados perante os visitantes. Tu vem na minha casa e eu sequer vou te cumprimentar? Um erro gravíssimo de relacionamento.

O vereador Arlindo Bandeira defende o Governo Guerra. O que o partido acha disso?
O partido passa essa orientação. Não é para ele criticar pela crítica. As coisas positivas têm que ser aplaudidas e as negativas têm que se isentar. Não estamos só jogando pedra. O partido está voltado para as coisas positivas para Caxias.  

O que acha do projeto Escola sem Partido?
Eu sou a favor que seja partidarizada, mas sem envolver tantas paixões. Os professores tinham que ser mais imparciais e, em sendo imparciais, orientar os alunos politicamente sem partidarizar. Os estudantes têm que entender de política. O mais sensato seria ensinar política.

A Operação Lava- Jato respeitou o devido processo legal?
Se tem alguma coisa irregular na Lava-Jato que é essa conversa entre o procurador (Deltan Dallagnol) com o ex-juiz (Sergio Moro, atual ministro da Justiça), esse vazamento de uma possível conversa, a população deveria enaltecer isso porque pararam de roubar dinheiro do povo. Essa roubalheira que tratam como corrupção não é corrupção, é roubo, é dinheiro que sai da educação e da saúde. Temos que aprovar que cesse esse escoamento de recursos para mãos particulares. 

Como foi a aproximação do PP com o PT em 2012? Alguma chance de ocorrer novamente?
O Pepe e eu somos amigos de longa data, independente de siglas partidárias, e nessa amizade também sonhamos em nos doar para Caxias. As siglas brigaram entre si e não aceitaram. Eu acredito que não dá para deixar nem a extrema esquerda e nem a extrema direita trabalhar só, se colocarmos os princípios de um com retidão, com transparência e com honestidade, a gente consegue fazer um bom trabalho.

Qual a sua avaliação dos primeiros 200 dias do Governo Jair Bolsonaro?
Meu foco é mais olhado não nas expressões do presidente, mas na equipe que está com ele. Quando falam em Paulo Guedes, eu me sinto um empresário que vai ser libertado das amarras. Se o liberal Paulo Guedes conseguir desburocratizar essa nação nós vamos ter grande sucesso.

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