Na CPI das Fake News, em Bento, mulher admite que foi influenciada a disseminar acusações falsas de racismo contra vereador - Política - Pioneiro

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Depoimento02/07/2019 | 12h03Atualizada em 02/07/2019 | 12h13

Na CPI das Fake News, em Bento, mulher admite que foi influenciada a disseminar acusações falsas de racismo contra vereador

Rogéria Policárpio afirma que Moacir Camerini (PDT) pediu para ela fazer denúncia que contra Anderson Zanella (PSD) 

Na CPI das Fake News, em Bento, mulher admite que foi influenciada a disseminar acusações falsas de racismo contra vereador Lucas Amorelli/Agencia RBS
Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

A quarta oitiva da CPI das Fake News, em Bento Gonçalves, que apura a suposta disseminação de informações falsas em redes sociais pelo vereador Moacir Camerini (PDT) e por ex-assessores, ouviu a faxineira Rogéria Policárpio nesta segunda (1°). Ela foi citada no depoimento de Jorge Bronzato Júnior no dia 17 de junho. 

À CPI, Rogéria afirmou que foi influenciada a disseminar acusações falsas de racismo contra o vereador Anderson Zanella (PSD) a pedido do vereador Moacir Camerini. Na ocasião, os parlamentares analisaram conversas na qual Camerini teria solicitado para Rogéria fazer a denúncia contra Zanella. Também foram analisados áudios dela afirmando que foi induzida por Camerini a processar Zanella.   

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— Isso foi tudo invenção do vereador Moacir Camerini,  que disse para eu registrar um boletim de ocorrência de racismo contra Zanella — afirmou Rogéria.  

Em uma das gravações mostradas pelos parlamentares durante a CPI, Rogéria reitera que Camerini teria orquestrado a denúncia:

— Eu fui usada por ele. Ele me pediu para ir lá abrir um processo de racismo contra o vereador Zanella para ganhar uma indenização, dizendo que ele tinha me chamado de negra suja, bicicleteira, faxineira - disse ela.  

Antes da sessão, Moacir Camerini protocolou ofício aos vereadores da CPI solicitando a retirada do depoimento de Rogéria garantindo que ele não teria relação com o tema investigado. No entanto, a Comissão rejeitou o pedido do parlamentar.  

— Além de constar no depoimento de uma das testemunhas, é mais do que fato que faz parte dos autos de investigação. O fato é em questão aqui é de relevância e importância. Falamos de uma coisa muito séria, falamos de racismo, é um crime. É de suma importância que sejam averiguados os fatos — afirma Zanella.

Camerini nega as acusações e reitera que o assunto não tem relação com o tema investigado pela CPI.  

— Não tem relação nenhuma. Isso não partiu de meu gabinete. Em nenhum momento eu faria isso, porque não se faz isso com ninguém. Eu estou esperando me chamarem para esclarecer isso na CPI – ressalta.  

Além de Rogéria, prestaram depoimento na CPI até agora os ex-assessores Dênis de Oliveira, Jorge Bronzatto Júnior e Jorge de Mattos. Ainda está previsto o depoimento do vereador investigado, Moacir Camerini, que não tem data prevista. A CPI tem prazo de 120 dias, a contar do dia 11 de junho,  que pode ser prorrogado por mais 60.    

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