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Após operação31/07/2019 | 12h13Atualizada em 31/07/2019 | 12h13

MP denuncia suplente de vereador de Farroupilha por formação de quadrilha

Promotoria aponta ainda que Raul Herpich e três familiares se apropriaram irregularmente de recursos de cooperativas habitacionais

MP denuncia suplente de vereador de Farroupilha por formação de quadrilha Arquivo Câmara de Vereadores de Farroupilha/Divulgação
Raul Herpich é suplente de vereador Foto: Arquivo Câmara de Vereadores de Farroupilha / Divulgação

O Ministério Público (MP) denunciou o suplente de vereador de Farroupilha Raul Herpich (PDT) e três familiares por formação de quadrilha e apropriação indébita. A esposa do político, Marilde Puhl Herpich, e os filhos do casal, Bruna e Guilherme Herpich, são apontados como integrantes do esquema para desvio de recursos de cooperativas habitacionais presididas por Herpich. Na denúncia, apresentada à Justiça nesta terça-feira (30), o MP pede também indenização aos cooperativados. 

De acordo com o MP, a família do político tinha acerto prévio para a destinação dos recursos, que seriam desviados para as suas contas bancárias. Ainda de acordo com a Promotoria de Justiça, o dinheiro financiava um estilo de vida incompatível com a renda declarada pelos quatro. Conforme a promotora Jeanine Mocellin, a família se apropriou de maneira irregular de mais de R$ 1 milhão de cinco mil cooperativados que tinham a intenção de comprar terrenos nunca entregues. 

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Herpich foi presidente das cooperativas habitacionais entre 2008 e 2019, quando foi destituído do cargos após uma operação do MP em busca de provas de que havia irregularidades na gestão dos recursos. A promotoria ouviu mais de 80 testemunhas durante a investigação.

44 contas bancárias eram movimentadas, diz MP

Conforme o MP, Herpich tomava decisões de ordem econômica e social das cooperativas de maneira individual, sem consulta a outros membros do Conselho de Administração ou fiscalização do Conselho Fiscal, o que contraria os estatutos. Segundo a investigação, ele movimentava 44 contas bancárias com autonomia para baixar títulos emitidos mesmo que não tivessem sido pagos ao banco. 

Ainda segundo a promotoria, o controle interno não apresentava discriminação de se os valores tinham sido pagos diretamente a ele ou ao banco. Os boletos variavam de R$ 50 a R$ 100 mensalmente. Milhares desses carnês foram apreendidos na sede das cooperativas em 19 de junho deste ano, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão. A análise dos carnês, segundo o MP, apontou que o pagamento ao suplente de vereador era comum e que o dinheiro acabava nas contas da família.

Contraponto

A reportagem tentou contato com Herpich por celular e com o telefone fixo da família na manhã desta quarta-feira (31), mas não foi atendida. 

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