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Caso do corretivo03/07/2019 | 16h34Atualizada em 03/07/2019 | 16h34

Comissão de Ética da Câmara de Caxias do Sul arquiva processo contra vereador licenciado

Vereadores da base do governo Renato Nunes, Elisandro Fiuza e Edi Carlos aprovaram a decisão no processo contra Chico Guerra

Comissão de Ética da Câmara de Caxias do Sul arquiva processo contra vereador licenciado Gabriela Bento Alves/Divulgação
Foto: Gabriela Bento Alves / Divulgação

A Comissão de Ética Parlamentar da Câmara Municipal de Caxias do Sul decidiu pelo arquivamento do processo disciplinar movido pelo vereador Rafael Bueno (PDT) contra o vereador licenciado Chico Guerra (PRB) em reunião na tarde desta quarta-feira. O atual chefe de Gabinete, na época vereador e líder de governo Daniel Guerra (PRB) na Câmara,  ameaçou com retaliação o presidente da Associação de Moradores do Bairro (Amob) Cânyon, Marciano Corrêa da Silva. Chico sugeriu que as demandas do líder comunitário não fossem atendidas pela prefeitura como forma de dar um "corretivo" no líder comunitário.

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Em uma troca de mensagens entre Chico e o então coordenador de Relações Comunitárias Rafael Bado, o vereador sugeriu a inclusão do líder comunitário em uma "lista negra" da administração Daniel Guerra. Por maioria de votos, a comissão decidiu acatar o parecer do relator do processo, vereador Edi Carlos (PSB), que sugeriu o arquivamento da denúncia. Os parlamentares Renato Nunes (PR) e Elisandro Fiuza (PRB) votaram com o relator. 

O vereador presidente da Comissão, Rodrigo Beltrão (PT), se posicionou contrário ao parecer do relator. Apresentou voto em separado pela suspensão de 60 dias do vereador licenciado Chico Guerra, conforme previsão do código de Ética Parlamentar. O colega, vereador Velocino Uez acompanhou o voto do petista.

Para Beltrão, ficou claro que Chico Guerra infringiu o código de ética parlamentar e lamenta o parecer aprovado na comissão.

— Foi lamentável o desfecho. Avisei que cada vereador é responsável pelo seu voto. Mesmo como Presidente da comissão não faço nada sem maioria

Beltrão vai encaminhar a decisão da Comissão de Ética para o presidente da da Câmara Municipal, vereador Flávio Cassina (PTB).

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