Câmara de Caxias decide nesta quinta se arquiva caso do "corretivo"  - Política - Pioneiro

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Mirante17/07/2019 | 17h45Atualizada em 17/07/2019 | 17h46

Câmara de Caxias decide nesta quinta se arquiva caso do "corretivo" 

Ameaças do ex-líder do governo, Chico Guerra (PRB), ao presidente do Cânyon, divulgadas em áudios, voltam à discussão

Câmara de Caxias decide nesta quinta se arquiva caso do "corretivo"  Lucas Amorelli/Agencia RBS
Áudios comprometem o ex-líder do Governo Daniel Guerra Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

O plenário da Câmara de Vereadores de Caxias decide nesta quinta-feira se acata ou não o parecer pelo arquivamento do caso do "corretivo", envolvendo o vereador licenciado Chico Guerra (PRB), atualmente chefe de gabinete no governo de seu irmão Daniel Guerra (PRB). Trata-se do ofício nº 159/2019, de autoria da Comissão de Ética Parlamentar, comunicando à presidência da Câmara a decisão tomada por maioria (três votos a dois), de acatar o parecer do relator da Subcomissão de Ética Parlamentar, Edi Carlos Pereira de Souza (PSB), pelo arquivamento. 

Nos bastidores é considerado certo que o arquivamento será rejeitado.

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O processo é resultante das ameaças feitas ao presidente do bairro Cânyon, Marciano Corrêa da Silva, em conversas com o ex-coordenador de Relações Comunitárias Rafael Bado, divulgadas na Câmara pelo vereador Rafael Bueno (PDT). O irmão do prefeito falava em aplicar um "corretivo" no líder comunitário e colocá-lo na "lista negra" do governo.

O caso, que provocou forte repercussão política ao tornar público o pensamento do governo municipal, deve movimentar a sessão. A Comissão de Ética foi favorável a Chico, com os votos de Edi Carlos e dos governistas Renato Nunes (PR) e Elisandro Fiuza (PRB). O presidente da comissão, Rodrigo Beltrão (PT), e Velocino Uez (PDT) defendiam a suspensão por 60 dias.

Se o arquivamento for derrubado, significa que o plenário entende que a denúncia é procedente. Assim, o caso volta para a Comissão de Ética que, necessariamente, deverá decidir por uma penalidade (suspensão, censura escrita ou cassação). Se for pela suspensão, a pena será aplicada quando ele reassumir o mandato nesta legislatura. Caso ele não retorne, não há como aplicar a sanção, que ficará registrada na Casa. De qualquer forma, será um desgaste político para o Governo Daniel Guerra. 

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