Novo presidente da Comissão de Ética da Câmara de Caxias quer agilidade no caso do "corretivo" - Política - Pioneiro

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Definição12/06/2019 | 19h33Atualizada em 12/06/2019 | 19h33

Novo presidente da Comissão de Ética da Câmara de Caxias quer agilidade no caso do "corretivo"

Rodrigo Beltrão vai destravar o processo de troca de mensagens entre Chico Guerra e o ex-coordenador de Relações Comunitárias, Rafael Bado, o vereador licenciado fez ameaças ao presidente da Amob Cânyon, Marciano Corrêa da Silva

Novo presidente da Comissão de Ética da Câmara de Caxias quer agilidade no caso do "corretivo" Gabriela Bento Alves/Divulgação
Foto: Gabriela Bento Alves / Divulgação

Após mais de 40 dias sem comando, o vereador Rodrigo Beltrão (PT) assumiu a presidência da Comissão de Ética da Câmara de Caxias do Sul. A eleição aconteceu na manhã de ontem. Antes do petista, o vereador Tibiriçá Maineri (PRB) presidiu a representação de janeiro até deixar o Legislativo, no final de abril, quando retornou à Coordenadoria de Acessibilidade do Governo Daniel Guerra (PRB). Beltrão será o responsável por destravar processos parados na comissão. 

O caso mais polêmico é o da ameaça de "corretivo" do vereador licenciado e atual chefe de Gabinete, Chico Guerra (PRB), ao presidente da Associação de Moradores do Bairro (Amob) Cânyon, Marciano Corrêa da Silva. Em troca de mensagens entre Chico e o ex-coordenador de Relações Comunitárias, Rafael Bado, o vereador, justificando ordem do prefeito, sugere que as demandas do líder comunitário não sejam atendidas como forma de dar um "corretivo" devido à postura crítica ao governo municipal. Também disse que colocaria o líder comunitário em uma "lista negra". 

No dia 6 de junho, completou-se um ano que os áudios vazados foram revelados, em uma sessão da Câmara. 

Beltrão afirma que irá encaminhar com agilidade todas as pendências da Comissão de Ética, e "de forma exemplar", dar uma reposta à sociedade caxiense sobre esses processos.

_ Há parado o processo do vereador licenciado Chico Guerra, o qual vou dar agilidade total, garantir o cumprimento dos prazos. Haverá um encaminhamento isento de qualquer proselitismo e de qualquer ranço governo e oposição.

Questionado se Chico Guerra pode ser punido mesmo em licença, Beltrão afirma que o Código de Ética da Câmara Municipal estabelece que o processo não será interrompido pela renúncia do vereador ao seu mandato.

_ Caso ele tenha uma punição vai ficar o registro. No caso dele, ele continua a ser um par da Casa. 

Além de Beltrão, integram a Comissão de Ética os vereadores Velocino Uez (PDT), Edi Carlos (PSB), Elisandro Fiuza (PRB), Rodrigo Beltrão (PT) e Renato Nunes (PR).

COMO PAROU O CASO

:: No ano passado, a Comissão de Ética decidiu intimar Chico. Uma subcomissão, formada pelos vereadores Edi Carlos (PSB), Ricardo Daneluz (PDT) e Paulo Périco (MDB), instruiu o processo disciplinar.

:: No início de dezembro, os parlamentares tomaram posições distintas sobre a punição a Chico. Périco pediu a suspensão do então vereador por 60 dias. Já Daneluz defendeu uma advertência por escrito e retratação pública com pedido de desculpas. O relator Edi Carlos sugeriu o arquivamento do processo.

:: Sem convergência, o caso não foi a votação dentro da Comissão e permanece sem desfecho.

CÓDIGO DE ÉTICA 

"Art. 30 O processo regulamentado neste código não será interrompido pela renúncia do vereador ao seu mandato, nem serão pela mesma emitidas as sanções eventualmente aplicáveis oi seus efeitos".

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