"Muitos terão que trabalhar do nascer até o túmulo", diz Mourão, sem a nova Previdência - Política - Pioneiro

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Bento Gonçalves14/06/2019 | 16h14Atualizada em 14/06/2019 | 16h37

"Muitos terão que trabalhar do nascer até o túmulo", diz Mourão, sem a nova Previdência

Hamilton Mourão participou nesta sexta-feira de abertura da Expobento e Fenavinho  

"Muitos terão que trabalhar do nascer até o túmulo", diz Mourão, sem a nova Previdência Lucas Amorelli / Agencia RBS/Agencia RBS
Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS / Agencia RBS

Impulsionado pela manifestação do prefeito de Bento Gonçalves, Guilherme Pasin (PP), a favor da reforma da Previdência, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB) pediu o auxílio do Legislativo e do Judiciário para a aprovação da reforma da Previdência, que tramita na Câmara dos Deputados. Mourão prestigiou a abertura oficial da ExpoBento e Fenavinho nesta sexta-feira, em Bento.

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— Não é papel só do Executivo, mas também do Legislativo e também do Judiciário, dando as garantias jurídicas para que as mudanças ocorram.

Em seu pronunciamento, o vice-presidente disse que, com o sentimento de otimismo de todos, o país vai ultrapassar as turbulências que está vivendo. Segundo ele, além das dificuldades políticas e sociais, o governo reconhece dois "graves" problemas de ordem estrutural: a crise fiscal e a baixa produtividade, devido aos gargalos de infraestrutura. 

— A crise fiscal é fruto de governos que gastaram em demasia. A reforma do sistema previdenciário se esgotou. Muitos vão ter que trabalhar do momento que nascerem até o momento que forem para o túmulo. Não terão aposentadoria se nós não tivermos a coragem moral e determinação para mudar isso aí.

Mourão defendeu ainda a diminuição do tamanho do Estado com a venda de empresas públicas "que não servem mais", e afirmou que o governo vai em busca de novas formas de receitas, como a cessão onerosa do petróleo e concessões de rodovias.

O vice-presidente falou ainda sobre um tema sensível do Governo Jair Bolsonaro — a educação e os professores.

— Temos que trabalhar duro na questão educacional, valorizando a profissão de professor, porque é deles a tarefa de formar os novos. Não é saudosismo lembrar de tempos passados, quando essa categoria era respeitada. É questão de planejar o futuro — disse Mourão, que teve o discurso interrompido pelas palmas do público que acompanhava a cerimônia.

O vice-presidente encerrou o pronunciamento com uma mensagem entusiasmada.

— Otimismo e fé na missão, minha gente.

O discurso de Mourão foi acompanhado pelo deputado federal e filho do presidente, Eduardo Bolsonaro.

Sem perguntas

Após o encerramento da cerimônia, Mourão participou ainda do descerramento da placa oficial do evento ao lado do governador Eduardo Leite (PSDB), do presidente do Centro da Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Bento, Elton Gialdi, do diretor-geral da ExpoBento, Rogério Capoani, e de Pasin. 

Em seguida, Mourão realizou uma breve manifestação à imprensa que ele chamou de "mensagem do presidente".

— O presidente Bolsonaro me orientou a trazer uma mensagem de otimismo e da visão que temos sobre a busca de soluções para os problemas que afligem nosso país.

Segundo ele, as soluções são baseadas no tripé: clareza, para que todos compreendam o rumo para superar os obstáculos; determinação, para não perder o rumo; e paciência, para negociar e dialogar para promover o entendimento de todos.

Mourão decidiu não conceder entrevista para evitar questionamentos sobre as polêmicas mais recentes do governo, como a demissão do ministro-chefe da Secretaria de Governo, general Carlos Alberto Santos Cruz, e sobre a divulgação pelo site The Intercept Brasil de diálogos entre o então juiz federal Sérgio Moro, atualmente ministro da Justiça e Segurança, e do procurador do Ministério Público Federal, Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava-Jato.

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