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Estado07/01/2019 | 14h39Atualizada em 07/01/2019 | 15h09

O que José Ivo Sartori deixa para a Serra

Ex-governador cumpriu uma das cinco demandas elencadas pelo Pioneiro em janeiro de 2015, o presídio de Bento

O que José Ivo Sartori deixa para a Serra Felipe Nyland/Agencia RBS
Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

O ex-governador José Ivo Sartori (MDB) investiu pelo menos cerca de R$ 272 milhões na Serra durante os quatro anos do mandato. A pedido do Pioneiro, a assessoria de imprensa do Palácio Piratini enviou uma relação com as principais obras realizadas e o valor investido em cada uma delas (ver quadro na próxima página). Porém, as principais marcas da administração Sartori são os 36 meses de parcelamentos e atrasos nos contracheques dos servidores, os atrasos de repasses a hospitais e a fornecedores e a inexistência de recursos para investimentos de infraestrutura. Pelo lado positivo, destacam-se a redução do déficit do RS de R$ 25 bilhões para R$ 8 bilhões e a aprovação da nova Previdência do Estado.

No início do governo, o Pioneiro listou as cinco principais demandas para a região: a construção do Aeroporto de Vila Oliva, da sede própria da Universidade Estadual do RS (Uergs), do novo presídio para Bento Gonçalves, além de melhoria na estrutura física de escolas estaduais e na Rota do Sol. Sem dinheiro e enredado na burocracia, Sartori não concluiu nenhuma das prioridades elencadas quatro anos atrás. Dos projetos citados, o mais avançado é o presídio de Bento com previsão de conclusão da obra agora em janeiro.

A principal demanda do meio empresarial foi desprezada pelo Governo Sartori. A construção do Aeroporto de Vila Oliva não saiu do papel, e a justificativa foi a falta de recursos. Na campanha de 2014, Sartori havia se comprometido em dar apoio a obra. Sem dinheiro para as indenizações dos terrenos, projetadas em cerca de R$ 20 milhões, responsabilidade reconhecida pelo Estado, o governo deu a outorga do aeroporto  (autorização para administrar) ao município. Durante a campanha do ano passado, Sartori sugeriu que a iniciativa privada pagasse as desapropriações. 

Outra demanda emperrada é a reforma no Instituto Estadual de Educação Cristóvão de Mendoza. Após sete anos, as obras ainda não foram iniciadas. Anunciado no Governo Tarso Genro (PT), o Plano de Necessidades de Obras (PNO) prometia revitalizar 38 escolas em Caxias e região. Segundo o Estado, foram investidos R$ 5,5 milhões em reformas, mas o Cristóvão segue sem elas.

– Fui professor, a Maria Helena estudou e lecionou no Cristóvão, e sabemos que o Instituto é um símbolo para Caxias do Sul. Nosso esforço é para que as obras comecem o mais rápido possível. Precisamos vencer a burocracia, mas, no poder público, existem etapas a serem cumpridas. Estamos aprovando o PPCI e fechando a planilha orçamentária (investimentos da obra) – disse Sartori, em nota, nos últimos dias de governo.

Das principais obras relacionadas pelo Pioneiro e pelo Estado, a única que deverá ser concluída em breve é o novo presídio de Bento. O valor do projeto é de cerca de R$ 30 milhões. O término da obra está previsto para janeiro deste ano.

Foto: Arte Pioneiro
Foto: Arte Pioneiro

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