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Presidência da República04/01/2019 | 07h00Atualizada em 04/01/2019 | 07h00

A história do vice sem função se repete

Bolsonaro não deu atribuições a Mourão. Situação remete ao que ocorreu em Caxias

A história do vice sem função se repete Marcos Corrêa/Divulgação
Mourão, Bolsonaro e Onyx Lorenzoni na primeira reunião ministerial Foto: Marcos Corrêa / Divulgação

Ao formalizar a estrutura de seu governo, com os 22 ministérios, mediante publicação de uma medida provisória na terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) não deu qualquer função ao vice-presidente, general Hamilton Mourão (PRTB), conforme divulgado pelo jornal O Globo. O vice é autor de várias declarações polêmicas antes e, especialmente, durante a campanha eleitoral, que fizeram com que Bolsonaro agisse para apagar o incêndio e minimizar possíveis prejuízos eleitorais. 

O então presidenciável admitiu, em setembro, ter pedido a Mourão que ficasse quieto. E até usou a frase: "Vice não apita nada, mas atrapalha muito".

O ato do presidente e de seu vice, inevitavelmente, traz uma comparação: o prefeito Daniel Guerra (PRB) e o agora ex-vice-prefeito Ricardo Fabris de Abreu (Avante). Em março de 2017, após Fabris voltar atrás na intenção de renunciar, Guerra editou um decreto em que o trabalho do vice se resumia a auxiliá-lo ou a representá-lo em solenidades quando oficialmente convocado ou designado, bem como, a substitui-lo, no caso de impedimento, conforme a Lei Orgânica do Município. 

Fabris dizia durante a campanha que não seria um vice decorativo. Mourão tinha a mesma compreensão de seu papel, com expectativa de exercer funções de liderança no governo, segundo afirmou em entrevistas.

Guerra, antes de assumir, afirmou que Fabris cumpriria tarefas delegadas pelo prefeito, e até citou como exemplo a análise de processos judiciais. Os desdobramentos na cidade em função do racha entre Guerra e Fabris já são bem conhecidos. 

Uma manifestação que chamou atenção, após a vitória da chapa Bolsonaro/Mourão, veio de Carlos, filho do presidente. Pelo Twitter, disse que a morte de Jair Bolsonaro interessa, não somente aos inimigos declarados, mas também aos que estão muito perto. 

Mourão participou, nesta quinta-feira, da primeira reunião ministerial.

Vale lembrar que foi Michel Temer (MDB) que emplacou a expressão vice decorativo. A então presidente Dilma Rousseff (PT) acabou sofrendo impeachment e ele assumiu o poder.

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