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Mirante31/12/2018 | 11h00Atualizada em 04/01/2019 | 13h30

A caminho da mudança no país com Jair Bolsonaro

Novo presidente, que soube explorar o antipetismo e terá Moro como ministro, assume com forte apelo popular

A caminho da mudança no país com Jair Bolsonaro José Cruz/Agência Brasil/Divulgação
Neste domingo, houve ensaio para a posse, mas desfile em carro aberto ainda não estava definido Foto: José Cruz/Agência Brasil / Divulgação

Chega ao fim 2018, ano em que a maioria dos eleitores que foram às urnas decidiu provocar forte mudança na condução do país, elegendo Jair Bolsonaro (PSL) à Presidência da República e virando à direita. Levou à ruptura de vitórias petistas, após quatro eleições. Foi o ano da prisão de um ex-presidente – Lula, o principal nome do PT e até então o mais forte para a corrida ao Planalto – e da campanha alicerçada especialmente no combate à corrupção e na discussão sobre moral e costumes. Foi a eleição em que a disputa se deu pela internet, com destaque aos memes, proliferação das fake news e descaso à imprensa tradicional. 

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Ano em que, sem Lula, o candidato que passou a liderar as pesquisas sofreu um atentado e a multidão que o cercava nas ruas seguiu firme, levando-o à vitória e colocando por terra a força do horário eleitoral em rádio e TV. A base para a chegada do novo chefe da Nação ao poder foi o lema Brasil acima de tudo. Deus acima de todos. As pautas com ênfase em sua campanha voltaram-se mais para o conservadorismo, militarismo e antipetismo. Bolsonaro soube explorar a indignação popular. E Lula, que articulou de dentro da prisão todos os lances envolvendo seu partido, foi o grande derrotado. Começa um novo ciclo.

Os movimentos posteriores à eleição, com a definição de ministros – o mais ilustre é Sergio Moro, que deixou a carreira de juiz federal para ingressar na política –, os contatos internacionais e os anúncios de primeiras medidas, reforçam os posicionamentos já conhecidos de Bolsonaro. 

A Reforma da Previdência será seu desafio imediato. O novo presidente inicia o governo neste 1º de janeiro de 2019 com grande apelo popular, com 57,7 milhões de votos, mas não podem ser ignorados os 42,4 milhões entre nulos, brancos e abstenções e os 47 milhões de votos conferidos ao adversário Fernando Haddad (PT). 

Filhos, disputa e o ex-motorista

 ESTEIO, RS, BRASIL - 29/08/2018 - Candidato do PSL para a Presidência da República, Jair Bolsonaro esteve na Expointer nesta quarta-feira (29).
Bolsonaro tem como marca o gesto de arma com as mãosFoto: Tadeu Vilani / Agencia RBS

Além das questões nacionais, da oposição, dos interesses partidários de apoiadores, a explicação pouco convincente de Fabrício Queiroz, ex-motorista e ex-assessor do filho do futuro presidente, Flávio Bolsonaro, sobre a movimentação atípica de R$ 1,2 milhão e o depósito de R$ 24 mil para a futura primeira-dama Michelle deixa um rastro de desconfiança no ar.Jair Bolsonaro disse que o dinheiro na conta da esposa era fruto de pagamento de empréstimo de R$ 40 mil. E não declarou ao IR. Queiroz, por sua vez, argumenta que "faz dinheiro" com compra e venda de carro.

Os filhos de Bolsonaro, bem como o racha no PSL nacional por disputa de poder, são outras situações que podem dar dor de cabeça ao futuro presidente. Eduardo, o filho reeleito deputado federal, é o mais falante. Já disse até que para fechar o STF basta um soldado e um cabo. 

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