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Perturbação do sossego30/11/2018 | 07h05Atualizada em 30/11/2018 | 07h06

Mirante: vereador terá que prestar serviço comunitário

Em função de mensagens deixadas para ex-secretária de Esporte, Rafael Bueno fará limpeza de parquinho

Mirante: vereador terá que prestar serviço comunitário Roni Rigon e Franciele Lorenzett/
Ex-secretária Márcia Rohr diz que tom das mensagens de Rafael Bueno era ofensivo, de coação e de perseguição Foto: Roni Rigon e Franciele Lorenzett

O vereador Rafael Bueno (PDT) terá que prestar serviço comunitário em função de denúncia da ex-secretária municipal de Esporte e Lazer Márcia Rohr da Cruz por perturbação do sossego. Márcia havia registrado Boletim de Ocorrência contra o pedetista por causa de mensagens deixadas em seu celular e pela quantidade de telefonemas à época em que ela ocupava o cargo no governo Daniel Guerra (PRB). O auge ocorreu com o vazamento do áudio em que Márcia se referia ao Fiesporte como “imundícia” e acabou resultando na sua saída da secretaria.

– O tom das mensagens era ofensivo, de coação e de perseguição – diz Márcia.

O Ministério Público fez a acusação e a audiência ocorreu no dia 23 sem conciliação, conta. Para não dar andamento ao processo criminal, o vereador deveria pagar multa ou prestar serviço comunitário (transação penal).

– Vou cumprir 30 horas de serviço comunitário. Vou fazer a limpeza do parquinho da Amob do bairro Cristo Redentor a partir de dezembro – afirma Rafael.

Márcia permaneceu no cargo de janeiro a julho de 2017, deixando a função em meio à polêmica devido às declarações  em reunião em que disse:  “Eu mesma vou dizer para o prefeito: ‘corta essa imundícia’. Porque é muita enrolação para pouco resultado, entendeu? É muita enrolação”, referindo-se à lei de financiamento ao esporte e lazer.

Conforme Márcia, embora o vereador afirme defender os direitos humanos, em um dos trechos das mensagens deixadas ele dizia que ela não era gente e também a menosprezou por ser do sexo feminino. 

– O Rafael tem esse costume de ultrapassar o limite – prossegue Márcia, dizendo que deve ingressar com ação cível contra o parlamentar.

O vereador diz que fez os contatos no telefone funcional da então secretária dois dias antes de vazar o áudio porque queria que ela intermediasse em função de roubo de equipamentos em pracinhas.

– Liguei mais de 40 vezes em dois dias, das 6h à meia-noite. A pessoa é paga para atender. Aí vazou o áudio e tentei ligar de novo para ela, que não atendeu – conta. 

Inclusive ele reforça ter dito que a ex-secretária não tinha vergonha na cara por chamar de “imundícia” e que era incompetente.

– O conciliador perguntou se eu queria pedir desculpas. Eu disse que não e estou reafirmando o que disse para ela.

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