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Opinião14/11/2018 | 06h21Atualizada em 14/11/2018 | 06h21

Mirante: relator pede arquivamento do processo contra líder do governo na Câmara de Caxias

Vereador Edi Carlos Pereira de Souza (PSB) encaminhou parecer que precisa ser aprovado pelo plenário

Mirante: relator pede arquivamento do processo contra líder do governo na Câmara de Caxias Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Edi Carlos diz que declarações de Chico Guerra, sugerindo dar "corretivo", têm amparo na imunidade de vereador Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

É pelo arquivamento o parecer do relator da Subcomissão de Ética Parlamentar da Câmara de Vereadores de Caxias, Edi Carlos Pereira de Souza (PSB), no processo administrativo disciplinar contra o líder do governo, Chico Guerra (PRB). 

Trata-se do episódio envolvendo as declarações feitas em conversas entre o líder e irmão do prefeito Daniel Guerra (PRB) e o ex-coordenador de Relações Comunitárias Rafael Bado, no final do ano passado, cujos áudios foram divulgados na sessão da Câmara de 6 de junho último pelo vereador Rafael Bueno (PDT). Foi o pedetista que encaminhou o requerimento para abertura do processo na Comissão de Ética.

Em um áudio, Chico diz que o presidente da associação de moradores do bairro Cânyon, Marciano Correa da Silva, deveria ter um “corretivo” por estar todas as sessões batendo “que nem louco no governo”. Também fala que deveriam ser cortadas as benfeitorias para o bairro para ele sentir na pele. Em outro áudio, Chico diz a Bado que o posicionamento do prefeito era o de não dar mais espaço para o líder comunitário e colocá-lo para correr. Também afirma que Marciano era o número um da "lista negra".

Edi Carlos justifica o parecer dizendo que vereadores têm imunidade dentro do município e tudo o que o líder do governo falou foi como vereador, da mesma forma que outros vereadores se expressam. 

– A imunidade é dentro do município. Ele não cometeu nenhum crime – declara.

Ele ressalta que, por ser pelo arquivamento, deverá passar por apreciação em plenário. 

Procedimento

O parecer foi encaminhado aos outros dois integrantes da subcomissão – Ricardo Daneluz (PDT), revisor, e Paulo Périco (MDB)– para assinaturas. Depois, será protocolado na Comissão de Ética, presidida por Renato Nunes (PR), e seguirá para o presidente do Legislativo, Alberto Meneguzzi (PSB), para que seja colocado na ordem do dia.

Depois de cinco meses e com as tumultuadas eleições gerais no meio, o episódio acabou perdendo força. Mas, que as declarações de Chico Guerra – refletindo diretamente na forma de pensamento do governo municipal – foram graves, isso foram. 

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