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Opinião02/11/2018 | 09h24Atualizada em 02/11/2018 | 09h24

Mirante: reflexos da ida de Moro para o governo

A bandeira da luta anticorrupção teve forte reflexo na vitória de domingo

Mirante: reflexos da ida de Moro para o governo MAURO PIMENTEL/AFP
Sergio Moro é a aposta do presidente eleito no combate à corrupção Foto: MAURO PIMENTEL / AFP

O sim do juiz federal Sergio Moro ao presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) é o assunto que toma conta do noticiário político. Moro, que será ministro da Justiça e da Segurança, segundo definição de Bolsonaro "está indo a guerra sem medo de morrer".  Conhecido por ser o juiz responsável pelos processos da Lava-Jato na primeira instância –  e por ter condenado Lula, o principal líder petista e ex-presidente da República pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro –,  ele é o grande trunfo do próximo presidente para atuar no combate à corrupção, bem como na implementação de medidas de segurança.

A bandeira da luta anticorrupção teve forte reflexo na vitória de domingo. Seus apoiadores comemoraram a presença do juiz no futuro governo, como forma de reafirmar o discurso de Bolsonaro.

Mas, a relação de Moro com a política traz a dúvida sobre sua imparcialidade. 

Agora, a decisão de Moro será usada pela defesa de Lula. Com a declaração do vice-presidente eleito, Hamilton Mourão (PRTB), de que a sondagem para o cargo havia ocorrido durante a campanha, é evidente que a liberação da delação do ex-ministro Antônio Palocci no período eleitoral desperta suspeita. Não é à toa que a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, escreveu: "Ajudou a eleger, vai ajudar a governar" (confira abaixo).

Gleisi Hoffmann se manifesta sobre anúncio do juiz Sergio Moro como ministro da Justiça e Segurança do governo de Jair Bolsonaro (PSL)
Foto: Twitter / Reprodução

Como o próprio Moro havia declarado, há dois anos, que jamais entraria para a política, essa mudança de caminho já é vista como uma possível candidatura à Presidência em 2022.

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