Mirante: piquenique em praça da Maesa é nova polêmica - Política - Pioneiro

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Governo Guerra27/11/2018 | 06h13

Mirante: piquenique em praça da Maesa é nova polêmica

Secretário da Cultura negou realização da atividade pretendida pelo coletivo Abrace a Maesa

Mirante: piquenique em praça da Maesa é nova polêmica Clever Moreira/Divulgação
Praça está localizada em área interna ainda ocupada pela Metalcorte Fundição, que não se opõe ao evento Foto: Clever Moreira / Divulgação

Mais uma medida cerceando manifestações foi editada pelo governo Daniel Guerra (PRB). Depois de não ceder área pública solicitada para a realização da Parada Livre e de suspender visitas de escolas municipais na exposição Santificados, na Câmara de Vereadores, agora foi vetado um piquenique. 

O evento do coletivo Abrace a Maesa, marcado para 2 de dezembro e que prevê usar a praça interna da empresa Metalcorte Fundição (Grupo Voges), das 11h às 17h, teve a autorização negada pelo secretário da Cultura, Joelmir da Silva Neto. O propósito da realização, conforme solicitação da Frente Parlamentar  "A Maesa é Nossa", é o de informar e conscientizar a população sobre o prédio e sua condição de patrimônio municipal a ser ocupado por atividades de lazer e cultura.

A ideia é de que pessoas, grupos ou famílias organizem seu piquenique e conheçam uma parte da Maesa. No ofício enviado ao secretário pela Frente Parlamentar, consta: "Atestamos que já existe o aceite do locatário da área pertencente ao poder público para a atividade". 

Porém, embora trate-se de uso da praça, Joelmir deu a seguinte resposta, via ofício: 

"O espaço da Maesa ainda não recebeu o devido restauro das estruturas, havendo inclusive buracos no piso, o que oferece riscos à segurança. Considerando a impossibilidade de isolamento  da área solicitada, informamos que não será possível o uso  da Maesa para o evento".

O presidente da Frente Parlamentar, vereador Rafael Bueno (PDT), diz que as atividades não teriam interferência no prédio público, tratando-se de uma ação pacífica, sem oneração ao poder público. Ao mesmo tempo, afirma que a Procuradoria-Geral do Município deu aval, desde que os organizadores cumprissem determinadas precauções. Já o secretário da Cultura declarou ao Pioneiro que por ser uma área ainda sob responsabilidade da empresa, é a Voges quem poderia liberar o acesso. 

A Metalcorte Fundição, do Grupo Voges, por sua vez, enviou nota dizendo que está permitida a realização, desde que haja o aval dos órgãos competentes.

Empresa autoriza

A Metalcorte Fundição diz que mantém a Praça Vercidino Jesus de Souza devidamente em condições de uso e visitação da comunidade, bem como respeita normas de segurança relacionadas à sua atividade. "Sendo assim, a empresa não se opõe à realização de eventos culturais e de lazer promovidos por organizações públicas ou não-governamentais, quando devidamente autorizados pelos órgãos competentes", diz o texto.

Nesta segunda-feira, o representante do coletivo Abrace a Maesa, Carlinhos Santos, tentou contato com a Secretaria da Cultura para afinar a questão. Ele destaca que, por orientação da PGM, a secretaria também deveria ter ciência e dar o encaminhamento à atividade. O representante do coletivo diz que tentou falar com a diretora da secretaria, Elaine Cavion, por telefone, pela manhã e à tarde, sem sucesso.

Para dinamizar a programação, a intenção do coletivo é realizar atividades com música, teatro, dança e cinema, de forma organizada, pacífica, sem intervenção e agressão ao patrimônio histórico.

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