Mirante: vice-prefeito de Caxias quer que PRTB se desculpe sobre fala de Mourão   - Política - Pioneiro

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Política09/08/2018 | 09h28Atualizada em 09/08/2018 | 09h34

Mirante: vice-prefeito de Caxias quer que PRTB se desculpe sobre fala de Mourão  

Candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), general Antonio Hamilton Mourão (PRTB) disse que índios são indolentes e africano, malandros

Mirante: vice-prefeito de Caxias quer que PRTB se desculpe sobre fala de Mourão   Roni Rigon/Agencia RBS
Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

* A colunista Rosilene Pozza está em férias

Segue rendendo a declaração dada pelo general Antonio Hamilton Mourão (PRTB), candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), segunda-feira em Caxias do Sul. Diante da afirmação de Mourão, de que os índios são indolentes, e os africanos, malandros, agora o vice-prefeito Ricardo Fabris de Abreu (Avante), no exercício do cargo, em papel timbrado do Gabinete do Vice-Prefeito, quer que o presidente do PRTB, Levy Fidelix, "se não o próprio candidato, formalize suas desculpas."

"A declaração, preconceituosa, repercute negativamente a nível nacional, gerando notícia que, ao fim e ao cabo, atinge o nome da nossa cidade", escreve Fabris no texto a Levy Fidelix. O pedido de desculpas surge, então, no raciocínio de Fabris, "a fim de conter maior repercussão e minimizar o dano".

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Para a prefeitura, conforme ordem de serviço assinada pelo Executivo em abril do ano passado, em meio aos embates da renúncia e posterior recuo do vice, os atos de Fabris seriam destituídos de valor legal. Em decisão posterior, a Justiça confirmou que Fabris é o vice-prefeito, que agora toma a iniciativa de cobrar desculpas do PRTB em nome do município.

"Foi deselegante"

Na sessão de quarta-feira da Câmara, foi a vez do vereador Edson da Rosa (MDB) – citado nominalmente pelo general Mourão em sua declaração e, assim, envolvido em um episódio que teve repercussão nacional – fazer sua manifestação. Ele também comentou a cobrança feita na sessão da véspera, quando estava ausente do plenário, pelo colega Rafael Bueno (PDT). Edson reiterou a defesa da honra do povo negro, mas segue dizendo que não se sentiu atingido pela declaração de Mourão.

— Eu discordo da colocação do general. Eu sei o que é sofrer na pele o preconceito. Da parte do vereador Bueno, foi, no mínimo, deselegante — disse Edson.

Seguiu rendendo

O vereador Bueno voltou a cobrar Edson na sessão de quarta-feira:

— O senhor esteve representando a Câmara, me representando, e não se manifestou.

Em aparte, Edson da Rosa disse que nunca fugiu do confronto:

— Como vou saber o que o senhor (vereador Rafael) vai falar aqui? Estou no quarto mandato como vereador e a história fala por si.

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