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Eleições 201803/08/2018 | 13h43Atualizada em 03/08/2018 | 13h43

Em Caxias, rumos do Centrão são diferentes

Partidos não devem fazer campanha para o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin

Em Caxias, rumos do Centrão são diferentes Félix Zucco/Agencia RBS
Senadora Ana Amélia, do PP, confirmou ontem à noite candidatura a vice na chapa de Geraldo Alckmin Foto: Félix Zucco / Agencia RBS

O Centrão, grupo de partidos formado por DEM, PR, PP, PRB e Solidariedade, fechou apoio com o pré-candidato à Presidência, Geraldo Alckmin, do PSDB, no início da semana. A composição nacional, no entanto, tem alguma dificuldade para repercutir em cascata nas siglas estaduais e municipais. Em Caxias do Sul, por exemplo, os partidos que integram o Centrão apontam para caminhos diferentes. O fato novo da campanha nesta quinta-feira foi a confirmação da senadora Ana Amélia, do PP, como candidata a vice na chapa do tucano (leia matéria acima). Até ontem à tarde, Alckmin não tinha palanque na cidade. Agora, poderá contar com o partido da senadora.

Mesmo antes de o DEM nacional apoiar Alckmin, a sigla caxiense, liderada pelo presidente Milton Corlatti, já havia anunciado apoio ao pré-candidato Jair Bolsonaro, do PSL. Sem bancada no Legislativo caxiense, a decisão do DEM sofre menos pressão por não ter um nome com votos para dar explicações sobre a escolha.

O presidente do PR caxiense, vereador Renato Nunes, tomou o mesmo caminho e vai apoiar Bolsonaro. Nunes, que concorre a deputado federal, pretende colar sua campanha e conquistar os votos dos simpatizantes de Bolsonaro.

– Ele tem ideias novas e precisamos renovar. Os membros da  Executiva e filiados de Caxias estão liberados para votar em outros candidatos.

PP e SD devem ficar neutros

O PP de Caxias do Sul pretendia liberar seus filiados. A Executiva nacional havia fechado apoio a Alckmin, mas a estadual tinha decidido por Bolsonaro. O vereador Arlindo Bandeira (PP), afirmou que deverá respeitar a decisão estadual, mas está em dúvida se irá empunhar a bandeira de Bolsonaro.

– Ainda não decidi (o candidato a presidente). Não concordo com todas as posições dele (Bolsonaro), mas não tenho medo de dizer que ele tem posições que podem mudar o país.

A reportagem não conseguiu contato com Bandeira para comentar sobre o anúncio de Ana Amélia ao fim da tarde.

A tendência de o Solidariedade (SD) caxiense é manter-se neutro. A sigla dificilmente deverá respeitar a decisão de fazer campanha para Alckmin. Segundo o presidente da legenda, Marcio Amaral, o partido vai deliberar hoje à noite. O vereador do SD, Neri, O Carteiro, não decidiu seu candidato. Ele deve seguir a decisão partidária.

A definição do PRB ainda é uma incógnita. Principal figura do partido, o prefeito Daniel Guerra evitou declarar seu candidato à Presidência e se deverá seguir a orientação da sigla para votar em Alckmin. 

Procurado pela reportagem nos últimos três dias, o presidente do PRB caxiense, Heron Fagundes não atendeu às ligações do Pioneiro e nem retornou às mensagens.

O QUE DIZEM

"Nenhuma tendência ainda. Pensarei no assunto mais adiante." Chico Guerra (PRB)

"Ainda não decidi. Não concordo com todas as posições dele (Jair Bolsonaro), mas não tenho medo de dizer que ele tem posições que podem mudar o país." Arlindo Bandeira (PP)

"Vou fazer campanha para o Bolsonaro. Sempre deixei claro para meu presidente estadual Giovani Cherini que gostaria de ficar liberado. Essa grupo do governo federal já está há muito tempo no poder. O Bolsonaro tem ideias novas e precisamos renovar. Os membros da  Executiva e filiados de Caxias estão liberados para votar em outros candidatos." Renato Nunes, presidente do PR

"O DEM do Rio Grande do Sul vai apoiar o Bolsonaro. Acreditamos que temos que fazer  mudanças no Brasil. O apoio ao Alckmin foi condicionado a indicações para ministérios. Somos contra e precisamos acabar com essa moeda de troca." Milton Corlatti, presidente do DEM

"O Solidariedade caxiense ainda não definiu apoio nem para o Governo do Estado e nem para o Governo Federal." Neri, O Carteiro (SD)

"O PP gaúcho optou por apoiar o Bolsonaro. Em Caxias, vamos deixar em  aberto porque as pessoas não são tão radicais. Tem os que querem outros candidatos.  As escolhas são mais pessoais do que partidárias. Os partidos estão muito parecidos, todos  com problemas." Ovídio Deitos, presidente do PP, na quarta-feira

"Fiquei sabendo por ti (repórter). É uma decisão democrática que eu respeito." Ovídio Deitos, após o anúncio de Ana Amélia como vice de Geraldo Alckmin


 
 
 

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