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Mirante03/08/2018 | 14h27Atualizada em 03/08/2018 | 14h27

As fragilidades de sempre dos partidos

Em se tratando de Caxias, efeito das decisões do Centrão se aproxima do zero

Em se tratando de Caxias do Sul, o efeito das decisões tomadas pelos cinco partidos integrantes do chamado Centrão — PP, DEM, PR, PRB e Solidariedade (SD) — de apoiar Geraldo Alckmin (PSDB) para a Presidência se aproxima do zero. Os principais representantes desses cinco partidos em Caxias do Sul ou apoiam Jair Bolsonaro, do PSL, ou falam que ainda permanecem indefinidos, o que é um atestado explícito de que não estarão com Alckmin. Ou seja, afrontam as decisões das convenções partidárias de cada sigla.

— Em nível federal, sinto muito. Esta é uma missão impossível — chegou a dizer o vereador Renato Nunes, do PR.

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O prefeito Daniel Guerra, que reconhecidamente não é — e ele deixa claro isso — um "homem de partido", também prefere não abrir apoio para a Presidência. Está liberado pelo PRB para apoiar Alckmin, mas não o faz. 

Como se vê, o prestígio dos partidos junto a seus próprios filiados segue no chão. A sintonia é quase nenhuma entre cúpula e bases. Assim, não há como fortalecer partidos, dar a eles a consistência programática que devem ter. O que significa uma cultura de partidos fraco. É ruim para o debate com profundidade dos problemas nacionais. Isso só é possível com partidos fortes. 

Apenas a moeda eleitoral

Outra prática que pouco ajuda é o acordo, por enquanto ainda não formalizado, entre PT e PSB para isolar o candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes. A moeda de troca é meramente eleitoral, a reciprocidade de apoios em eleições para governos de alguns Estados e o isolamento de Ciro. O PT retira a candidatura em Pernambuco para apoiar o PSB, o PSB retira em Minas Gerais para apoiar o PT, por exemplo. Nada de programático.

E agora, PP?

Os acontecimentos se precipitam vertiginosos em Brasília. Nesta quinta-feira, Henrique Meirelles (MDB) foi oficializado como candidato do governo ao Planalto. Mas a surpresa maior deu-se com a confirmação da senadora gaúcha Ana Amélia (PP) como vice na chapa de Geraldo Alckmin (PSDB).

Essa definição alterou o xadrez eleitoral gaúcho, com a saída de Luis Carlos Heinze (PP) da disputa ao Piratini para concorrer ao Senado. Agora, o PP vai apoiar Eduardo Leite (PSDB) ao governo do Estado.

Será que o anúncio tem o poder de alterar o espírito dos progressistas caxienses? Boa parte dos integrantes do partido no Estado já havia engatado apoio a Jair Bolsonaro (PSL).

A acompanhar.

* A colunista Rosilene Pozza está de férias.

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