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Mirante04/08/2018 | 05h15Atualizada em 04/08/2018 | 05h15

A hora de (quase) tudo se decidir

Últimas convenções ocorrem neste final de semana

A hora de (quase) tudo se decidir Max Schwoelk/Divulgação
O caxiense Germano Rigotto foi alçado à cena eleitoral, cotado como vice de Henrique Meirelles (MDB) Foto: Max Schwoelk / Divulgação

É o final de semana decisivo para as definições eleitorais para o governo do Estado e a Presidência. A eleição está aí, a dois meses. Neste final de semana, serão 10 convenções estaduais e 11 nacionais, com decisões centrais para a composição do cenário eleitoral. 

As mudanças são vertiginosas. Ana Amélia (PP) aceitou ser vice de Geraldo Alckmin (PSDB), a candidatura de Luis Carlos Heinze (PP) ao governo do Estado balança e deve cair, o PP, que pendia para Jair Bolsonaro (PSL), oferecendo-lhe palanque no Estado, terá de se aproximar de Alckmin. E o caxiense Germano Rigotto foi alçado à cena eleitoral, cotado como vice de Henrique Meirelles (MDB), em uma chapa pura do partido para representar o governo de Michel Temer. A cogitação surgiu devagar e ganhou força e viabilidade ao longo da sexta-feira. À noite, o conselho político do MDB estava reunido com o presidente Temer para definir a chapa. Uma importante fonte do MDB caxiense dava como certa a indicação de Rigotto a vice.

Há definições centrais a serem tomadas. Por exemplo, se PT e PCdoB caminharão juntos. Ao final do domingo, surgirá para o eleitor o número de candidatos ao Piratini e ao Planalto, quem são eles e quais as composições feitas. É o fim de semana que dá início à alta temporada para as eleições de outubro. 

Peça do quebra-cabeça

Para a montagem do quebra-cabeça eleitoral nacional, faltará, claro, a definição sobre a candidatura do PT. O partido registrará o ex-presidente Lula como candidato. Ele não tem chance jurídica devido à Lei da Ficha Limpa, mas a condição de candidato  "sub judice" atormenta seus adversários. Um vice para a chapa do PT também é outra definição central para a eleição que deverá ficar faltando ao final de domingo. 

A " vice dos sonhos"

O candidato tucano Geraldo Alckmin considera a senadora gaúcha Ana Amélia (PP) a "vice dos sonhos".  A definição estampava o site do partido. Sob o ponto de vista eleitoral, a composição foi, de fato, um achado para Alckmin e, por extensão, para Eduardo Leite, o candidato tucano ao Piratini. Confirma um tempo de tevê mais reforçado e entra em reduto onde Jair Bolsonaro, do PSL, penetrava com força, o meio rural gaúcho. De quebra, retira o principal palanque que Bolsonaro tinha no Rio Grande do Sul.

"Ana Amélia traz a nossa chapa o olhar da mulher brasileira, sempre lutadora e cada vez mais ativa na busca pela igualdade que é sua de direito", rasgou-se Alckmin em elogios no Facebook.

* A colunista Rosilene Pozza está de férias.

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