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Mirante18/07/2018 | 09h32Atualizada em 18/07/2018 | 14h04

Situação caótica na saúde pública em Caxias centraliza debate 

Ingredientes graves voltaram a provocar fortes manifestações de vereadores

Situação caótica na saúde pública em Caxias centraliza debate  Matheus Teodoro / Divulgação/Divulgação
Rodrigo Beltrão sugeriu abrir uma CPI para investigar desmandos da saúde Foto: Matheus Teodoro / Divulgação / Divulgação

Ingredientes graves voltaram a centralizar as manifestações na Câmara de Vereadores, nesta terça-feira, sobre a saúde pública, como a morte do bebê Teylor Terra da Fonseca e as denúncias da presidente do Conselho Municipal da Saúde, Fernanda Borckhardt, da falta de medicamentos no Pronto Atendimento 24 Horas (Postão) e até de sabão líquido para os profissionais lavarem as mãos. Ela ainda citou a suspensão de ecografias de urgência, por falta de médicos.  

É pouco? O vereador Rafael Bueno (PDT) denunciou que havia dois pediatras no sábado à noite no Postão, que receberam ordem para não atender, conforme confirmado. E na sexta-feira, o prefeito Daniel Guerra (PRB), em mais uma ação em busca de aplausos do eleitorado, sem nada concreto, anunciou a criação de um novo PA 24 Horas só para atendimento de crianças, com gestão compartilhada, dando a UPA como exempo. 

O sinal de sucateamento do Postão,  o terrorismo com servidores, para levar o Conselho da Saúde ao convencimento para autorizar a terceirização, se refletem no atendimento dos usuários. A necessidade de fazer valer o desejo do governo pode estar colocando em risco a vida das pessoas. E sua equipe, que apoia tais medidas, também é responsável. É importante o prefeito pensar nisso.

Algumas manifestações dos vereadores

:: Se fosse o então vereador (Daniel) Guerra nesta Casa, que fez curso de sapateado aqui, imaginem o que seria a sessão de hoje: "O prefeito está sujo com as mãos de sangue..."
Se o Ministério Público não fizer o seu trabalho de uma forma diligente, apurada, célere, talvez esta Casa tenha que pensar em abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar os desmandos da saúde.  Rodrigo Beltrão (PT)

:: Não é momento de a gente pegar e anunciar um PA 24 Horas, numa situação tão grave como essa. Com que médico? Aonde? E quando? Não vamos disfarçar uma situação gravíssima como a que aconteceu na nossa cidade (morte do menino de 10 meses). Paula Ioris (PSDB)

:: Eu faço uma postulação à Comissão de Saúde que retome o assunto da construção do hospital materno-infantil. Nós temos já um prédio em construção de seis andares, anexo ao Hospital Geral. Gustavo Toigo (PDT)

:: Se não tem gestão, terceiriza a cadeira do prefeito também, ou pede para sair. Terceiriza o prefeito. Como é que o prefeito quer criar um novo plantão se já tem dois e esses dois não funcionam?...
Sábado à noite tinha dois pediatras no Postão. E eles estavam proibidos de atender. Rafael Bueno (PDT)

:: Para ele é mais um (o menino que morreu), porque ele está se lixando para isso... Eu fui membro da Comissão de Saúde junto com ele (quando o prefeito era vereador). Eu fui várias vezes com ele lá no PA e ele tinha a varinha mágica para tudo. Renato Oliveira (PCdoB)

:: O prefeito deveria ter a coragem de ir lá no Postão sem segurança, porque um prefeito que é prefeito de uma cidade tem que andar no meio do povo, tem que conversar com a população, e não ficar preso dentro de um gabinete, que nós nem sabemos se ali está.  Paulo Périco (MDB)

:: Lançar essa cortina de fumaça no plantão pediátrico, no meio de uma crise que a saúde vive em Caxias para ficar pronto sabe lá Deus quando. Quantas pessoas vão ter que morrer até ficar pronto esse plantão pediátrico? Quem era acostumado a fazer discurso em cima das pessoas era ele, que vinha aqui e usava as pessoas, e está lá e hoje não tem a capacidade de gerir sequer aquilo que ele mais defendia e mais batia, que era a saúde de Caxias do Sul.  Felipe Gremelmaier (MDB)

:: Volto a repetir pela quarta, quinta, sexta vez: se quisermos sair dessa situação, nós precisamos de um encontro: prefeito, secretários e vereadores. Porque o que é visível é a desconexão entre os órgãos desse governo. Eles não se entendem entre si, e o reflexo está aí na população. Adiló Didomenico (PTB)

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