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Mirante04/07/2018 | 13h21Atualizada em 04/07/2018 | 13h22

Polêmicas no governo precisam de manifestação oficial do prefeito Daniel Guerra

Demissões na Codeca foram anunciadas poucos dias depois da audiência com a diretora-presidente da companhia na Câmara de Vereadores

Polêmicas no governo precisam de manifestação oficial do prefeito Daniel Guerra Franciele Masochi Lorenzett, Divulgação/
"Ela veio aqui para nos enrolar", disse Adiló sobre declarações da presidente da Codeca à Câmara Foto: Franciele Masochi Lorenzett, Divulgação

Na quarta-feira passada, 27 de junho, a diretora-presidente da Codeca, Amarilda Bortolotto, disse em audiência na Câmara de Vereadores que o contrato com o Samae, de prestação de serviços para conserto de redes, estava vigente e em negociação com vistas à renovação. 

Na segunda-feira, 2 de julho, 36 servidores da companhia, cedidos ao Samae, foram demitidos por falta de trabalho. Isso porque o Samae apresentou custos de mão-de-obra levantados junto à concorrência inferiores aos propostos pela Codeca. 

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É o próprio município fazendo a Codeca, uma empresa pública, ter sua importância reduzida. Não há como Samae e Codeca negociarem? 

Pior: o prefeito Daniel Guerra (PRB), que é quem manda no governo e deveria trabalhar pelo fortalecimento da empresa, consente com a situação. 

Guerra deveria esclarecer todas as polêmicas. É o prefeito que os vereadores, que são os representantes do povo legitimamente eleitos, precisam ouvir. Ao falar aos vereadores, Guerra estará falando à toda a sociedade. 

A vereadora Denise Pessôa (PT) bem definiu na sessão de ontem:

– Não vejo uma gestão pública responsável, que não reconheça que duas empresas públicas não possam ser solidárias entre elas e garantir um bom trabalho, uma boa execução e um apoio entre as empresas, garantindo que a Codeca também tenha um aumento de caixa, mas também garanta um trabalho qualificado no Samae. Fazer o contrário é repartir o setor público.

Na semana passada, diversos vereadores questionaram Amarilda com veemência sobre o contrato com o Samae e se os servidores seriam demitidos. Portanto, também é importante destacar a definição sobre a conduta das diretora-presidente, feita por Adiló Didomenico (PTB),  já que ela afirma uma coisa, enquanto a prática é outra:

– Ela veio aqui nos enrolar. Eu estava preocupado, agora estou assustado, porque ela não conseguiu cumprir 48 horas com a sua palavra.

Rafael Bueno (PDT) bateu:

– A Amarilda é um fantoche do prefeito Daniel Guerra, tem as mãos dele nessas demissões.

Quem sabe, o governo leve em conta o que disse a vereadora Paula Ioris (PSDB).

– Quantas crises já estamos passando? Precisamos da palavra do prefeito para entender o que está acontecendo na cidade. Passou da hora de o prefeito vir a público e explicar para nós o que, de fato, está acontecendo – defendeu.

Disputa política

A reação governista foi o vereador Renato Nunes (PR) esquentando a disputa política. Ele optou em falar quem demitiu mais ou menos: cerca de 500 no governo de José Ivo Sartori (MDB) e 355 no governo de Alceu Barbosa Velho (PDT).  O vereador Rafael Bueno (PDT) vestiu a camiseta de gari no pronunciamento em protesto, Adiló e Renato Oliveira (PCdoB) colocaram o uniforme sobre o púlpito. 

Renato Nunes acusou uso da desgraça alheia para fazer campanha eleitoralFoto: Franciele Masochi Lorenzett, Divulgação

– Vestir a camiseta física para se autopromover é muito fácil. Fazer discursinho para agradar as pessoas é muito fácil. Se aproveitar da desgraça alheia, do sofrimento das pessoas que estão sendo desempregadas para fazer uma pré-campanha é muito fácil – acusou Nunes.

Ocorre que o próprio Nunes é um pré-candidato a deputado federal.  

Adiló vai a deputado estadual, assim como Oliveira. Paula é pré-candidata a federal.

– Esse choro que o senhor fez aqui nesta tribuna me lembrou muito o crocodilo, que também chora com a presa na boca – disparou Nunes para Adiló. 

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