Líder do governo diz que autor de pedido de impeachment do prefeito de Caxias foi usado de "testa de ferro" - Política - Pioneiro

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Mirante05/07/2018 | 18h05Atualizada em 05/07/2018 | 18h12

Líder do governo diz que autor de pedido de impeachment do prefeito de Caxias foi usado de "testa de ferro"

Chico Guerra mostrou imagens com o vice-prefeito Ricardo Fabris na Câmara, no dia em que documento foi protocolado na Câmara

Líder do governo diz que autor de pedido de impeachment do prefeito de Caxias foi usado de "testa de ferro" Youtube/Reprodução
Imagens das câmeras do Legislativo. Autor do pedido reage: "Posso caminhar na Câmara com quem eu quiser" Foto: Youtube / Reprodução

O líder do governo, Chico Guerra (PRB), mostrou imagens das câmeras de segurança da Câmara de Vereadores no dia do protocolo do quarto pedido de impeachment do prefeito Daniel Guerra (PRB), em 14 de junho. No vídeo apresentado na sessão desta quinta-feira, o autor do pedido, o comerciante Luiz Carlos Ferreira Júnior, e o vice-prefeito Ricardo Fabris de Abreu (Avante) aparecem juntos, subindo a rampa dentro da Câmara. Conforme mostrado pelo vereador, as imagens foram registradas às 16h32min. O protocolo do pedido foi às 16h40min. 

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Mencionando a foto de Júnior, que foi publicada na imprensa efetuando o protocolo, Chico concluiu:

— Ali, quando ele fez a foto, ele não estava sozinho. Com certeza não foi um servidor que fez a foto para ele. A foto saiu de fora do balcão. E aí, então, tem uma pessoa fazendo a foto. Essa pessoa, é óbvio, fiquei na dúvida, na desconfiança: quem estava junto com ele? Ele não foi sozinho, alguém estava junto com ele. 

A partir disso, o líder de governo teve o entendimento que Júnior não agiu sozinho, como afirmou, sobre a iniciativa de encaminhar o pedido e no dia seguinte solicitar a retirada.

— Ele foi direcionado, ele foi usado de testa de ferro como muitos outros que estão sendo usados — acusou.

Prosseguiu dizendo que fazia o alerta para os vereadores verem que tem manipulação "por essa pessoa", que faz parte de um grupo.

— Se acontecer algo com o prefeito, ele é o primeiro beneficiado. E é essa a intenção — disse, acrescentando que o vice "quer porque quer sentar na cadeira do prefeito". 

O líder se referiu ainda aos ofícios protocolados na Câmara (de representação contra ele na Comissão de Ética Parlamentar devido às declarações de "corretivo" e "lista negra") por Fabris e pelo vereador Rafael Bueno (PDT), bem como ao documento do impeachment, em que os textos são praticamente iguais, inclusive com um mesmo erro de português no final do texto. Segundo Chico, Bueno estaria se deixando usar.

O que diz o autor do pedido

Diante das declarações de Chico Guerra, o comerciante Luiz Carlos Ferreira Júnior disse que cada um fala o que quer.  Acrescentou que tem sua consciência tranquila e não é ele que deve se defender das acusações no processo na Câmara (na Subcomissão de Ética Parlamentar) e no Ministério Público.

Junior disse que ninguém lhe pediu para fazer alguma coisa e que em relação aos textos praticamente iguais, o que copiou foi a lei e as declarações de Chico na conversa vazada com o ex-coordenador de Relações Comunitárias, Rafael Bado.

— Fiz porque quis, protocolei porque quis. Posso caminhar na Câmara com quem eu quiser — respondeu. 

E revidou:

— Vai ficar desenterrando assunto que já está arquivado? A cidade já está cheia de problemas que o próprio irmão dele (o prefeito Daniel Guerra) criou. Por que não assume como líder de governo e ajuda as pessoas? Se ele não tem o que fazer, eu tenho. Não pago meus impostos para ele ficar brincando de ser vereador.

Para o comerciante, a postura de Chico mostra que ele acabou de comprovar que, realmente, este governo persegue.

Júnior contou que encontrou-se com Fabris na Câmara naquela data e que o vídeo não prova nada.

— Eu ando e falo com quem eu quero, nosso país é livre.

O que diz o vice-prefeito

O vice-prefeito Ricardo Fabris de Abreu disse que não iria comentar a manifestação de Chico porque o líder do governo responde a um processo administrativo disciplinar denunciado por ele. Portanto, não quer interferir. Porém, diante da afirmação sobre "testa de ferro", o vice reagiu:

— Santa paciência. Já assinei um pedido de impeachment, e se um dia tiver motivos, assino mais uma dúzia. Quem costuma mandar testas de ferro fazer ofícios e ações descabidas para fugir de responsabilidades é o senhor prefeito — diz, em alusão à ordem de extinção de seu mandato assinada pelo chefe de Gabinete, Júlio César Freitas da Rosa.

— Como vice, tenho obrigação legal de encaminhar ao órgão competente qualquer denúncia plausível que eu receber, como foi o caso da gravação do Chico — encerrou.

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