"Irresponsável é ele", reage presidente do Conselho de Saúde à declaração de Daniel Guerra - Política - Pioneiro

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Mirante27/07/2018 | 13h22Atualizada em 27/07/2018 | 13h52

"Irresponsável é ele", reage presidente do Conselho de Saúde à declaração de Daniel Guerra

Na CIC, quarta-feira à noite, prefeito disse que "17 irresponsáveis" negaram a implantação do plantão pediátrico

"Irresponsável é ele", reage presidente do Conselho de Saúde à declaração de Daniel Guerra Matheus Teodoro/Divulgação
Fernanda Borckhardt pede respeito do prefeito aos conselheiros de Saúde Foto: Matheus Teodoro / Divulgação

A declaração do prefeito Daniel Guerra (PRB) de que "17 pessoas irresponsáveis" negaram à prefeitura viabilizar a implantação do plantão pediátrico" foi uma declaração ofensiva aos conselheiros municipais de saúde que votaram contra a proposta de criação do Pronto-Atendimento Pediátrico 24 Horas em Caxias com gestão compartilhada. Uma clara demonstração de que não aceita ser contrariado. 

A presidente do Conselho Municipal de Saúde, Fernanda Luiza Borckhardt, pediu respeito aos conselheiros e disse que o prefeito tem faltado com respeito reiteradas vezes. A afirmação de Guerra foi feita durante o Gabinete Itinerante, realizado na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC), na noite de quarta-feira.

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— As decisões são tomada dentro do regimento, ele não acata sempre buscando alguma alternativa para não aceitar a forma de representação do conselho, e assim ignora a vontade da população. Irresponsável é ele. A proposta de criação do PA pediátrico nem pode ser considerada uma proposta, é um esboço, uma intenção, com nenhum tipo de informação de quanto vai custar e quanto tempo de execução. Na audiência, o secretário da Saúde (Geraldo da Rocha Freitas Júnior) não falou de valores, disse que não poderia estimar, depois falou algo em torno de R$ 1 milhão. Na mídia falou em 90 dias — disse Fernanda.

Ela ressaltou que o conselho não está só não aprovando, mas apresentando alternativas, e provou que dá para fazer com o mesmo valor em forma pública.

— Por que ele insiste? É terceirização.

Fernanda prosseguiu:

— Ele quer que o conselho aprove os pacotes dele fechados. Ele não aceita não aprovar.

A presidente pediu que o prefeito aja de forma madura e responsável, que chame o conselho para conversar, lembrando que quem está sofrendo é a população.

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