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Legislativo30/06/2018 | 09h55Atualizada em 30/06/2018 | 09h55

Versões divergentes sobre CPI contra o prefeito de Caxias do Sul

UAB garante ter seis assinaturas para abertura de comissão para investigar Daniel Guerra. Vereadores dizem não foram procurados

Versões divergentes sobre CPI contra o prefeito de Caxias do Sul Franciele Masochi Lorenzett/Divulgação
Em sessão no início de junho, Bueno (na tribuna) mostrou gravação Foto: Franciele Masochi Lorenzett / Divulgação

A União das Associações dos Bairros (UAB) de Caxias do Sul e a maioria dos vereadores têm versões divergentes sobre a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Lista Negra para investigar possível infração político-administrativa e ato de improbidade contra o prefeito Daniel Guerra (PRB).

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As acusações contra Guerra baseiam-se em áudios vazados de uma conversa entre o líder do governo, vereador Chico Guerra (PRB), e o ex-coordenador de Relações Comunitárias, Rafael Bado. No diálogo, Chico Guerra sugere aplicação de “corretivo ao presidente da Associação de Moradores do Bairro Cânyon, Marciano Correa da Silva. O corretivo se daria pela não realização de melhorias reivindicadas para o bairro como retaliação à postura crítica do líder comunitário ao governo municipal. Na mesma gravação, Chico sugere que se trata de uma orientação do chefe do Executivo.

A UAB mantém o plano de criar a CPI e diz que o número de apoiadores aumentou de quatro para seis. Os parlamentares afirmam que ainda não foram procurados pela entidade e não receberam o documento com os argumentos para a abertura da investigação. Para iniciar a CPI é preciso a assinatura de um terço dos 23 parlamentares, ou seja, oito.

Vereadores negam

O Pioneiro ouviu 19 vereadores na quinta-feira e todos negaram apoio à CPI. As manifestações distintas dos vereadores e do presidente da UAB mostram que o tema é espinhoso e tratado reservadamente. Walter já deu dois prazos para reunir as assinaturas necessárias, o último na sexta-feira da semana passada. 

A demora ainda escancara que o movimento comunitário perdeu força dentro do Legislativo. Um exemplo é a decisão da bancada do PSB que definiu que tratará o assunto na Comissão de Ética Parlamentar da Câmara Municipal. A pedido de Rafael Bueno (PDT), a comissão abriu processo administrativo -disciplinar contra Chico.

O nome da CPI é uma referência à denúncia de represália. No áudio, Chico diz ainda que Marciano é o número um de uma “lista negra” da administração municipal.

– Vamos tentar (abrir a CPI). Já avançou. Temos seis (assinaturas) garantidas – diz Walter.

O presidente da UAB não revela quais vereadores garantem apoio para a abertura da CPI.

Foto: Arte Pioneiro

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