União das Associações de Bairros de Caxias quer CPI para investigar Chico Guerra  - Política - Pioneiro

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Mirante11/06/2018 | 07h34Atualizada em 11/06/2018 | 07h34

União das Associações de Bairros de Caxias quer CPI para investigar Chico Guerra 

Abertura de comissão parlamentar de inquérito precisa ser solicitada por um terço dos vereadores

União das Associações de Bairros de Caxias quer CPI para investigar Chico Guerra  Matheus Teodoro/Divulgação
Foto: Matheus Teodoro / Divulgação

A União das Associações de Bairros (UAB) de Caxias está em busca de vereadores que aceitem apresentar um pedido de abertura de comissão parlamentar de inquérito para investigar o vereador Chico Guerra (PRB). O encaminhamento foi aprovado durante assembleia geral da entidade, realizada na tarde de sábado, e nesta segunda-feira a executiva irá definir quais parlamentares serão procurados. Para uma CPI ser aberta, é preciso da assinatura de um terço dos vereadores. 

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Presidente da entidade, Valdir Walter, explica que a UAB quer uma investigação aprofundada do conteúdo das conversas entre o líder do governo e o ex-coordenador de Relações Comunitárias, Rafael Bado. Nos áudios, vazados na quarta-feira da semana passada, Chico diz a Bado que é preciso dar um "corretivo" no presidente da associação de moradores do Cânyon, Marciano Correa da Silva. 

A entidade quer saber, por exemplo, quem está na “lista negra” citada por Chico nos áudios. Na conversa, Marciano é indicado como o número um da relação. Walter não quis adiantar quais vereadores serão procurados. “Não decidimos ainda”, limitou-se a dizer. 

— É um assunto grave. Não se trata apenas de uma liderança, mas de todo o movimento comunitário. Eles ainda não entenderam que o movimento está para ajudar e não atrapalhar — destaca o presidente da associação.  

Na quinta-feira da semana passada, a UAB já havia apresentado pedido de abertura de processo administrativo disciplinar contra o líder do governo. Outros dois pedidos foram protocolados na semana passada: um pelo vereador Rafael Bueno (PDT) e outro pelo vice-prefeito Ricardo Fabris de Abreu (Avante). 

Chicoleaks — Fabris entregará nesta segunda, a cada vereador, um ofício cobrando ações, como a perda do mandato dos envolvidos no episódio dos áudios. No documento, chama a crise política de "chicoleaks", em referência ao Wikileaks, site especializado em vazar material confidencial de governos. 

Ao vereador Chico Guerra, o ofício é personalizado. Nele, sugere que renuncie ao mandato. O vice diz que irá entregar os documentos pessoalmente. Fabris está de licença autorizada pela Câmara, desde o início do mês, para ausentar-se da cidade, o que não aconteceu até agora. 

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