UAB quer CPI para investigar prefeito de Caxias do Sul no caso de vazamento de áudios - Política - Pioneiro

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Mirante12/06/2018 | 05h09Atualizada em 12/06/2018 | 05h09

UAB quer CPI para investigar prefeito de Caxias do Sul no caso de vazamento de áudios

Em mensagens, líder do governo sugeriu dar "corretivo" em líder comunitário

UAB quer CPI para investigar prefeito de Caxias do Sul no caso de vazamento de áudios Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Prefeito Daniel Guerra e o irmão, líder do governo, Chico Guerra Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

A União das Associações de Bairros (UAB) não vai mais solicitar aos vereadores a abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o vereador Chico Guerra (PRB). O pedido agora será de uma CPI do prefeito Daniel Guerra (PRB, na foto com Chico) para apurar infração político-administrativa e ato de improbidade no episódio do vazamento de áudios do líder do governo.

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A mudança é porque a entidade entendeu que o vereador cumpriu ordens da administração municipal quando disse ao ex-coordenador de Relações Comunitárias, Rafael Bado, que era preciso dar um "corretivo" no presidente da associação de moradores do Cânyon, Marciano Correa da Silva. A conversa vazou na semana passada e foi divulgada durante a sessão da Câmara.

A UAB irá solicitar uma audiência na quarta-feira com o presidente do Legislativo, Alberto Meneguzzi (PSB), para explicar os motivos do pedido de CPI e, após, irá bater de gabinete em gabinete para pedir o apoio dos parlamentares. Uma CPI precisa da assinatura de oito vereadores para ser aberta. Não há necessidade de votação em plenário. Com as assinaturas mínimas, a comissão já pode ser instalada. 

— Para nós, deve ser investigado se existe uma perseguição deliberada sobre as entidades civis organizadas — defende Paulo Sausen, presidente da Assembleia Geral da UAB. 

A associação já havia apresentado pedido de abertura de processo administrativo disciplinar contra Chico Guerra. Outras duas denúncias foram apresentadas pelo vereador Rafael Bueno (PDT) e pelo vice-prefeito Ricardo Fabris de Abreu (Avante). Esses três documentos seguem para a Comissão de Ética Parlamentar, que é presidida pelo vereador Renato Nunes (PR), da base do governo. Chico Guerra também integra a comissão.

Uma possível CPI é mais um desgaste para o governo Guerra, que se livrou de um impeachment há menos de dois meses. 

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