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Legislativo13/06/2018 | 07h30Atualizada em 13/06/2018 | 07h30

UAB calcula mais de 10 assinaturas para instalar CPI contra prefeito de Caxias do Sul

Entidade quer investigação sobre áudios que sugerem represálias a críticos ao governo Daniel Guerra

UAB calcula mais de 10 assinaturas para instalar CPI contra prefeito de Caxias do Sul Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

A União das Associações de Bairros (UAB) vai protocolar hoje à tarde na Câmara de Vereadores requerimento solicitando a abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar infração político-administrativa e ato de improbidade do prefeito Daniel Guerra (PRB). Em áudios, o líder do governo na Câmara, vereador Chico Guerra (PRB), diz para o ex-coordenador de Relações Comunitárias, Rafael Bado, que não atenda às demandas do presidente da Associação de Moradores do bairro Cânyon, Marciano Correa da Silva. Nos áudios, Chico Guerra diz ainda que as medidas são um “corretivo” contra as críticas ao governo municipal e que ele, Marciano, é o número um de uma “lista negra”. A medida teria o aval do prefeito.

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Na sessão da Câmara de ontem, a vereadora Denise Pessôa (PT) criticou a ação da prefeitura ao ocupar o antigo prédio do Sindicato dos Servidores Municipais (Sindiserv) pela Corregedoria-Geral do Município. Segundo ela, a medida é uma represália ao fato de o Sindiserv ter trabalhado na articulação junto ao Conselho Municipal de Saúde para não terceirizar o Postão 24 Horas. 

– A tal da lista negra funciona bastante. E aí a gente vai ver que ela tem sempre um viés mesmo de represália, que não é só contra o Marciano, um líder comunitário, mas também contra outras entidades vem ocorrendo essa represália. 

O vereador Rodrigo Beltrão (PT) foi ainda mais incisivo nas críticas ao governo e a Guerra, que classificou como “tirano”. 

– A arrogância, a prepotência voltou novamente. (...) Então eu imagino que o Judiciário vai ter que novamente intervir em situações como essa (ocupação da sede do Sindiserv) e nós irmos acumulando forças para, no momento oportuno, tirar esse governo do poder, porque não dá mais. 

Após o protocolo, o presidente da UAB, Valdir Walter, vai percorrer os gabinetes dos vereadores para recolher as oito assinaturas necessárias para a abertura da investigação até sexta-feira. Walter está confiante com a abertura da investigação, e diz que o documento terá mais de 10 assinaturas. 

– Mais de 10 vereadores devem assinar, de todas as bancadas. Também vamos procurar os vereadores de situação. 

Segundo Walter, a intenção é de esclarecer o motivo da existência da “lista negra” que não teria atendidas as demandas solicitadas. 

– Não é só o movimento comunitário. Tem outras entidades, como o Sindiserv, que estão nessa lista negra. Queremos saber o porquê dessa perseguição com as entidades.

Ontem à tarde, o Pioneiro ouviu os vereadores sobre a possibilidade de assinarem o pedido de abertura da CPI proposta pela UAB. Diferentemente do que prevê o presidente da entidade, nenhum parlamentar assumiu que assinará o documento. Dos 22 vereadores que podem assinar a abertura da CPI, cinco já admitiram que não pretendem assinar. Os outros devem analisar o documento antes de tomar uma decisão.

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Foto: Arte Pioneiro



 
 
 

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