"Se eu erro, tenho que pagar pelo erro", diz Chico Guerra. Confira a entrevista - Política - Pioneiro

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Política09/06/2018 | 15h17Atualizada em 09/06/2018 | 15h34

"Se eu erro, tenho que pagar pelo erro", diz Chico Guerra. Confira a entrevista

"Sou franco, os áudios são do ano passado e, daqui a pouco, não tenho o WhatsApp do prefeito"

"Se eu erro, tenho que pagar pelo erro", diz Chico Guerra. Confira a entrevista Diogo Sallaberry / Agência RBS/Agência RBS
Foto: Diogo Sallaberry / Agência RBS / Agência RBS

Na semana em que foi o personagem central do cenário político caxiense, o vereador e líder do governo Chico Guerra (PRB) conversou com a reportagem do Pioneiro na quinta-feira sobre o áudio divulgado no dia anterior, em que admite a necessidade de aplicar um "corretivo" no líder comunitário Marciano Correa da Silva. 

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Confira a entrevista:

Pioneiro: Por que o senhor apresentou os vídeos que mostram Marciano lhe ameaçando na sessão?
Chico Guerra: Algumas rádios e jornais pediram que eu provasse que o Marciano tinha cometido uma ameaça. Peguei as partes que interessavam, sem nenhuma alteração, e apresentei aqui (na sessão de quinta-feira da Câmara). Está provado que ele fez ameaça publicamente, fora as ameaças que fazia nas sessões. 

Por que somente agora apresentou essas ameaças?
Entendo que o senhor Marciano é uma pessoa boa. Ele não é do mal. Ele é uma pessoa de bom coração. Ele e outras pessoas estão sendo usadas por um pequeno grupo de oposição para tentar denegrir. Essas pessoas do bem acabam caindo nesses contos de fada, para no futuro ter alguma moeda de troca. 

O senhor diz (no áudio divulgado) para o ex-coordenador de Relações Comunitárias (Rafael Bado) não atender aos pedidos do presidente do Cânyon, mas a prefeitura apresenta uma relação de demandas...
O governo mostrou que (o bairro) está sendo atendido. Eu não tenho poder sobre o Executivo. Não tenho poder sobre os servidores. Não sou chefe de ninguém lá.   

Mas é o líder do governo.
Mas aqui na casa legislativa. Não sou nada no Executivo. 

Mas orientou um integrante do Executivo.
Foi uma forma de atingir somente o Marciano. Ele me ameaçava, e ninguém tem sangue de barata. A gente entende que o Marciano usa a função de presidente para ficar se promovendo. Ele, não conseguindo fazer as ações no bairro, era uma forma de sentir que estava sendo muito violento (na Câmara)... Foi essa a única intenção. Mas o governo em nenhum momento deixou de fazer as coisas porque faz, indiferente do bairro. Agora, coisas irregulares não vamos fazer até acontecer a regularidade da situação. 

Na conversa com Bado, o senhor diz que tem a autorização do prefeito para não realizar demandas solicitadas pelo presidente do bairro Cânyon.
Sou bem franco, esses áudios são do ano passado e daqui a pouco não tenho o WhatsApp do prefeito. Mas cabe a mim passar o que acontece aqui dentro (da Câmara). Se uma pessoa está batendo, cabe ao líder de governo levar ao prefeito. 

Mas o senhor conversou com o prefeito Guerra sobre o assunto?
Não lembro. Faz muito tempo. Agora, o Rafael Bado está sendo usado. Talvez estão prometendo alguma coisa para o futuro e ele está caindo nessa armadilha. O Rafael Bado também é uma pessoa boa de coração. Tenho ele como amigo. Por isso, jamais vou tomar uma postura contra ele. 

Essa decisão de não atender às obras no Cânyon era porque o presidente do bairro fazia ameaças?
O áudio era para atingir o Marciano. As pessoas lá do Cânyon que pediam (obras) era para atender normal. 

O foco era...
O foco era a atitude do Marciano.  

Existe uma "lista negra" no governo Guerra?
Essa questão não existe. Ele (Marciano) tinha que receber uma represália porque estava extrapolando. Está até cometendo ato de crime. Tiveram outras pessoas que me encheram de nomes, eu e o prefeito. Nunca tomei postura nenhuma porque nenhum deles me ameaçou. 

Não é antidemocrático tratar as ameaças com represálias?
Não. Se eu erro, tenho que pagar por aquele erro. 

Se outras pessoas fizerem críticas ao governo, haverá algum tipo de represália?
Não. Tem um servidor do PA (Pronto-Atendimento 24 Horas) que em todas as sessões gritou e não fiz nada. Se fosse assim, iria sugerir ao Executivo o afastamento ou a abertura de uma sindicância. 

NO GOOGLE TRENDS

> O Google Trends, ferramenta do Google que apresenta os termos mais populares, mostra que o interesse por Daniel Guerra vem caindo desde a sua eleição.

> Em outubro de 2016, havia pico de busca pelo nome do atual prefeito.

> Em 2017, as buscas caíram, com pico quando o vice-prefeito Ricardo Fabris de Abreu (Avante) anunciou sua renúncia e logo depois, entre março e abril.

> Neste ano, o gráfico mostra que a curiosidade dos internautas sobre o prefeito Daniel Guerra é bem mais baixa.

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No Facebook do Pioneiro*

"Impressionante a importância que o excelentíssimo vereador (Rafael Bueno e outros) dá para intrigas. Quanta energia desperdiçada." Jussara Bolson

"Lamentável! Independente da ideologia, um governo que governa para uns e não para todos está fadado ao fracasso." Mário Henrique da Rocha

"Partindo do pressuposto que os presidentes de bairros na maioria das vezes só pedem o que eles querem para beneficiar quem eles querem, que moram em tal rua ou só a rua deles mesmo, e não para toda a população do bairro, não vejo nada de errado em negar os pedidos dessa pessoa, pois todos sabem que presidentes de bairro possuem interesses particulares." Fabiana Gomes

"Revoltante saber que eles foram eleitos pela população e não querem ser cobrados. Eles estão lá para servir à população e não para serem servidos, afinal, o dinheiro que entra na prefeitura é de impostos que são cobrados, e muito caros." José Eduardo Moraes

*Comentários postados na primeira matéria sobre o vazamento dos áudios da conversa entre Chico Guerra e Rafael Bado. 

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