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Mirante15/06/2018 | 15h47Atualizada em 15/06/2018 | 16h07

Retirado pedido de impeachment do prefeito de Caxias do Sul

Autor desistiu devido à abertura de processo administrativo disciplinar contra o líder de governo, Chico Guerra, pela Comissão de Ética da Câmara

Retirado pedido de impeachment do prefeito de Caxias do Sul Felipe Nyland/Agencia RBS
Prefeito Daniel Guerra deixa de ser alvo de novo pedido de cassação Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

Foi retirada a denúncia de atos improbos e infrações político-administrativas com pedido de impeachment e afastamento cautelar do prefeito de Caxias do Sul, Daniel Guerra (PRB), protocolada na quinta-feira na Câmara de Vereadores. O autor do pedido, o comerciante Luis Carlos Ferreira Junior, entregou às 14h46min desta sexta-feira, na Câmara de Vereadores, o ofício solicitando a retirada do documento.

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O pedido de impeachment amparava-se no vazamento dos áudios ocorridos na semana passada em que o líder do governo, vereador Chico Guerra (PRB), sugere ao ex-coordenador de Relações Comunitárias, Rafael Bado, dar um "corretivo" no presidente da associação de moradores do Cânyon, Marciano Correa da Silva. O Boletim de Ocorrência registrado pela secretária municipal do Meio Ambiente, Patrícia Rasia, contra os 29 proponentes do terceiro pedido de impeachment rejeitado em abril, por entender que houve crime de desacato, injúria e calúnia contra ela, também motivou a denúncia feita pelo comerciante.  

Já a retirada deve-se ao fato de o requerimento do vereador Rafael Bueno (PDT), solicitando abertura de processo administrativo disciplinar contra Chico Guerra, ter recebido encaminhamento na Comissão de Ética Parlamentar do Legislativo. Foi formada a subcomissão, composta por Edi Carlos (PSB), Ricardo Daneluz (PDT) e Paulo Périco (MDB), que vai intimar Chico e realizar as diligências para instruir o processo. 

— Retirei por saber que a comissão foi instalada — diz.

Ele garante que tanto a iniciativa de ingressar com a denúncia quanto a de retirá-la foi individual. Conta que entrou em contato com o protocolo da Câmara para saber como deveria proceder. 

Junior cobra um "posicionamento com a verdade" do relator da subcomissão, o vereador Edi Carlos. E diz que gostaria que fosse instalada a Comissão Parlamentar de Inquérito, pretendida pela União das Associações de Bairros (UAB).

— Edi é um comunitarista, tem que vir com a verdade para a população. A população quer saber o que está acontecendo, o mais grave é Chico (Guerra) querer mandar. Tenho medo que possa ser transformado em "pizza". Espero uma atitude — pressiona.

Junior acrescenta que é um dos 29 que assinou o terceiro pedido de impeachment, alvo do BO registrado pela titular da Semma.

— Ela deu motivo para querer saber se existe lista negra (conforme declaração de Chico Guerra no áudio) e se estávamos na lista.

Quanto ao fato de ter voltado atrás, diante de um tema polêmico, resume:

— A gente tem que ter coragem para enfrentar qualquer guerra e ter coragem para recuar quando for preciso.

Ele diz ainda que teme sofrer represálias por parte dos apoiadores do prefeito.

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