Presidente da Câmara de Bento nega abertura de CPI sobre suposto pagamento de propina a vereadores - Política - Pioneiro

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Discussões12/06/2018 | 17h57Atualizada em 12/06/2018 | 17h57

Presidente da Câmara de Bento nega abertura de CPI sobre suposto pagamento de propina a vereadores

Ministério Público investiga compra de emenda para autorizar prédios maiores em área gastronômica

Presidente da Câmara de Bento nega abertura de CPI sobre suposto pagamento de propina a vereadores Diego Mandarino/Agência RBS
Quatro vereadores foram alvos de operação do Ministério Público nesta segunda Foto: Diego Mandarino / Agência RBS

Em despacho na tarde desta segunda-feira (11), o presidente da Câmara de Vereadores de Bento Gonçalves, Moisés Scussel Neto (PSDB), decidiu suspender a análise do pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o tema, que partiu de seis vereadores. 

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A justificativa apresentada para não abrir a CPI foi de que uma investigação do Ministério Público em caráter sigiloso já está em andamento.

Na semana passada, investigadores do MP cumpriram mandados de busca e apreensão nos gabinetes e nas casas de quatro vereadores, suspeitos de receberem pagamento em troca de apresentarem uma emenda ao projeto de revisão do Plano Diretor, que permitiria a construção de prédios mais altos no corredor gastronômico de Bento Gonçalves.

O presidente da Câmara argumenta que, na investigação do MP, todas as pessoas ouvidas prestaram compromisso de manter sigilo sobre o teor correspondente e, por isso, não seria pertinente um trabalho investigativo da CPI.

No despacho, o vereador também cita que o regimento interno da Câmara prevê que não seja admitido CPI sobre matérias do poder judiciário. Scussel Neto argumenta que o objetivo desse item do regimento é "salvaguardar" o trabalho do Ministério Público.

Ao final do despacho, o presidente cita que suspende a análise do pedido de abertura de CPI enquanto perdurar a análise judicial e enquanto o processo estiver em caráter sigiloso.

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