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Política caxiense15/06/2018 | 13h27Atualizada em 15/06/2018 | 13h27

Ocorrência registrada por secretária municipal de Caxias será remetida a juizado especial

Registro por desacato, injúria e calúnia é citado em pedido de impeachment do prefeito

Ocorrência registrada por secretária municipal de Caxias será remetida a juizado especial Roni Rigon/Agencia RBS
Secretária do Meio Ambiente de Caxias do Sul, Patrícia Rasia, registrou boletim na última semana Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

O Boletim de Ocorrência (BO) registrado na Polícia Civil pela secretária municipal de Meio Ambiente de Caxias do Sul, Patricia Rasia, será encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim). De acordo com o delegado Vítor Carnaúba, será feito um procedimento sumário: como se trata de um registro por crimes de menor potencial ofensivo, segundo ele, as partes não serão ouvidas na polícia e não haverá indiciamento. O delegado apenas vai identificar os envolvidos para remeter o caso ao Jecrim.

O BO foi feito na semana passada por crimes de desacato, injúria e difamação que, segundo a secretária, foram cometidos contra ela no texto do terceiro pedido de impeachment do prefeito Daniel Guerra. Conforme a colunista do Jornal Pioneiro, Rosilene Pozza, o boletim de ocorrência foi citado no quarto pedido de impeachment, protocolado nesta quinta-feira (14) na Câmara de Vereadores. Esse pedido surgiu após o vazamento de áudios em que o vereador Chico Guerra (PRB) sugere retaliações ao líder comunitário Marciano Correa da Silva, presidente da associação de moradores do bairro Cânyon, por críticas à prefeitura. 

A União das Associações de Bairro (UAB) de Caxias do Sul quer a criação de uma CPI para investigar o áudio. Chico Guerra também é alvo de três representações na Comissão de Ética da Câmara e uma no Ministério Público. Procurado pela reportagem nesta semana, Chico Guerra disse não ter receio de responder aos procedimentos porque já provou no plenário que recebeu ameaças de Marciano.

O caso também gerou registro de ocorrência na Polícia Civil contra o vereador por ameaça. O delegado Vitor Carnaúba diz que não identificou fato que realmente represente ameaça a partir do relato no texto do boletim, mas disse que irá ouvir as partes para chegar a uma conclusão.

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